Resultados do Alerta Vermelho são divulgados

Foi entregue nesta sexta-feira (26), o projeto final do Alerta Vermelho, realizado por acadêmicos do Centro Universitário de Brusque (Unifebe) em parceria com o Corpo de Bombeiros Militar da cidade. Segundo a assistente social da Unifebe, Flávia de Brito Souza, o principal objetivo é alertar e prevenir moradores do município para riscos de incêndios, acidentes domésticos e sobre a retirada de botijões de dentro das residências. “O intuito maior é prevenir danos ao patrimônio, mas principalmente à vida das pessoas que lá vivem”.
O projeto ocorre duas vezes ao ano em 20 horas divididas em cinco encontros orientados por um bombeiro militar, o cabo BM Carlos Rodrigo da Silva, e comunitários. Além disso, os dez acadêmicos participantes fazem parte do projeto do Artigo 170 de bolsas de estudos do Governo do Estado. Os bairros visitados desta vez foram o Volta Grande e Batêas.
Conforme Flávia, o cabo Da Silva dá orientações aos acadêmicos ainda no primeiro encontro, depois também passa as informações para os moradores.
Análise
Segundo o relatório disponibilizado pela Unifebe e o Corpo de Bombeiro, foram 197 residências visitadas, 130 de alvenaria, 38 mistas e 29 de madeira. Acadêmicos e bombeiros fizeram um questionário aos moradores, o que rendeu os seguintes resultados:
Conhece o número do telefone de emergência do Corpo de Bombeiros? 127 não sabiam e 70 sabiam;
Já foi atendido pelo Corpo de Bombeiros? 72 sim e 125 não;
Já presenciou algum princípio de incêndio: 44 sim e 153 não;
Considera-se apto a agir diante de uma emergência? 118 sim e 79 não;
Você sabe utilizar um extintor de incêndio? 92sim e 105 não;
O botijão da residência apresenta algum vazamento? 3 sim e 194 não;
O botijão está instalado do lado de fora da edificação? 93 sim e 104 não;
A edificação está em área de risco? 40 sim e 157 não;
Conforme o comandante dos bombeiros de Brusque, tenente BM Hugo Manfrin Dalossi, a principal motivação do projeto é levar segurança às casas de família do município. A seção de atividades técnicas é a responsável pelas visitas e análises, no entanto, a legislação não prevê que as casas possam ser vistoriadas, ou seja, não abrange residências. “O projeto propicia justamente isso, que essas localidades sejam atingidas”. As atividades iniciaram em 2005.


