Ontem (24) foi realizada a 3ª Audiência Pública do Setor Têxtil, no plenário da Câmara Municipal de Brusque. A reunião discutiu as atualidades do mercado, os avanços, as reivindicações na revisão tributária, os altos custos da energia elétrica e o mercado das exportações e importações. O evento contou com a presença de lideranças empresariais e políticas envolvidas e comprometidas com as demandas do setor têxtil.
O diretor da Abit, Associação Brasileira da Indústria Têxtil, Fernando Pimentel, afirmou que do momento macroeconômico o empresariado brasileiro não pode esperar melhorias e que a estagnação econômica vivenciada no País atualmente deverá perdurar por mais dois anos. Hoje, o empresário só pode contar com seu esforço próprio e decisões para superar a crise financeira.
Um dos principais questionamentos da classe empresarial diz respeito ao alto custo da energia elétrica. Hoje, apesar de o Brasil ser autossuficiente, é o terceiro País que tem a energia elétrica mais cara no planeta. O deputado estadual Jean Kuhlman (PSD), presidente da Frente Parlamentar Têxtil na Assembleia Legislativa de SC, destacou que os deputados estaduais trabalham na aprovação de um projeto que estenderá o prazo da licença ambiental que atualmente deve ser renovada a cada 4 anos, para 6 ou 8 anos.
Outro projeto destacado pelo parlamentar é da utilização do laboratório do Senai a ser inaugurado em breve na região do Vale do Itajaí e que será um dos mais modernos no País. A ideia é que ele possa ser utilizado pelas empresas do setor têxtil com recursos conveniados através da Federação de Amparo à Pesquisa e Inovação do Estado de Santa Catarina (Fapesc) para o desenvolvimento de pesquisas na área têxtil com o objetivo de buscar produtos de valor agregado maior. Assim, as empresas poderiam atingir novos nichos de mercado diferenciado.
Rita Cássia Conti, presidente do Sindicato das Indústrias do Vestuário de Brusque e Guabiruba (Sindivest), afirmou que a indústria têxtil na região vem enfrentando uma crise financeira há alguns anos. Entre as dificuldades apontadas pela empresária estão a concorrência desleal com os produtos estrangeiros, alta carga tributária, bem como o alto custo da industrialização, falta de mão de obra qualificada e incentivos por parte dos governos executivos. Na sua visão empresarial, um dos principais pilares para que o setor consiga superar este momento econômico é apostar no associativismo.
Marcos Schlösser, presidente do Sindicato das Indústrias de Fiação e Tecelagem de Brusque (Sinfitec), reafirmou que o alto custo da energia elétrica para o empresariado tem sido um dos principais entraves para o desenvolvimento, pois o custo da energia elétrica para as indústrias representa na atualidade em torno de 50% das despesas.




