Uma situação curiosa e, de certa forma, desconfortável, aconteceu na sessão desta segunda-feira (22) da Câmara Municipal de Brusque. Os vereadores aprovaram, com recusa da bancada de oposição, um relatório sobre a situação de escolas da rede municipal de ensino, conforme trabalho de uma comissão montada pelo Legislativo para este fim. Só que o documento colocado em votação não era, em sua totalidade, o mesmo que havia sido anunciado pela mesa diretora: faltavam quatro páginas.
A situação foi à tona quando Dejair Machado (PSD) foi à tribuna contestar a bancada petista, que votara contra o relatório elaborado por Moacir Giraldi (PT do B). Machado leu resumo do documento e descobriu que aquele era o anterior, estava defasado e tinha sido alterado pelo relator com a inserção de alguns parágrafos. “Afinal, qual que é o certo: este que tenho aqui ou o que está aí na sua frente?”, perguntou ele ao presidente da Casa, Jean Pirola (PP). Que, por sua vez, disse que se houve alteração, alguém tinha feito sem que a mesa diretora soubesse.
O relatório em questão era o encerramento de um estudo feito pela comissão e tem 104 páginas, nas quais estão descritos detalhes a respeito das visitas fiscalizatórias realizadas pelos membros da comissão a cada uma das 59 escolas públicas municipais. Durante a reunião, foi lido um resumo dos fatos constatados pela comissão durante os trabalhos, com trechos de análise geral a respeito das visitas.
Na conclusão do relatório, que será encaminhado à Secretaria Municipal de Educação, o documento faz um apelo à divisão, detentora de 25% do orçamento municipal, pela “valorização dos pedidos vindo dos educandários, agilidade no atendimento e, possivelmente, a criação de um departamento destinado exclusivamente à permanente auditoria física e pedagógica dos estabelecimentos de ensino, como forma de auto avaliação”.
Colaboração: Assessoria Câmara




