Servidores federais cruzam os braços no Centro

Durante cerca de uma hora, um grupo de funcionários federais de Brusque paralisou as atividades em coro à greve nacional deflagrada pela categoria há pouco menos de um mês. Eles se reuniram em frente ao prédio da Justiça Federal, na Avenida Arno Carlos Gracher, a Beira Rio. O manifesto é parte da tentativa de fazer com que o governo federal pague a reposição salarial de nove anos do quadro.
A paralisação em Brusque já vem ocorrendo de forma mais singela desde 25 de maio, quando o protesto teve início em âmbito nacional. Na Justiça Federal, os servidores têm interrompido os trabalhos durante uma hora todos os dias. A promessa é de que, a partir de segunda-feira (22), a paralisação seja em horário integral de expediente e por tempo indeterminado. Somente 30% do contingente deverá atuar nesse período.
Esta semana, o quadro de funcionários da Justiça do Trabalho também reforçou o movimento. Da mesma forma, apenas 30% dos 15 servidores que fazem parte das duas varas instaladas na cidade estão exercendo as atividades de forma normal. Ainda não há informação sobre adesão da Justiça Eleitoral, cujo número de funcionários é bem menor.
A paralisação ocorre em nível nacional. Na noite de terça-feira (16), centenas de servidores fizeram um manifesto em frente ao Supremo Tribunal Federal (STF), instância máxima do Judiciário e que trata da questão com o governo federal. De acordo com a Federação Nacional do Trabalhadores do Judiciário Federal e Ministério Público da União (Fenajufe), a paralisação já atinge 17 estados e deve ser ampliada para 21 até na próxima terça-feira (23).
Dia 30 deve entrar na pauta de votação do Senado o Projeto de Lei Complementar 28/2015, que trata da reposição cobrada pela categoria, que é de algo em torno de 59%, dividia em seis parcelas até 2017.


