Não tem jeito. Quem mais sofre, quem mais tem medo de ser alvo de furto ou arrombamento são eles: os proprietários de estabelecimentos comerciais. Freqüentemente, o leitor e ouvinte da Rádio Cidade observa notícias relatando esse tipo de crime. Já virou até rotina e, por vezes, o prejuízo é tanto que o empresário é obrigado, ou a começar do zero, ou a fechar as portas.
E não é difícil imaginar em que região da cidade os arrombamentos a estabelecimentos comerciais mais acontecem. Quem acha que é na região central da cidade, acertou em cheio. Afinal de contas, é a localidade brusquense em que mais existem comércios, seja de qual tipo for. Lojas de roupas, eletrônicos, eletrodomésticos. Todos esses são alvos em potencial para a bandidagem. Os números da Polícia Militar, apresentados nesta terceira reportagem da série O Mapa do Crime em Brusque, confirmam isso.
Do 1º de janeiro do corrente ano até o dia 20 de junho deste ano, 40 casos de furto a comércio foram registrados. Isso apenas pela Polícia Militar. O destaque negativo ficou para o mês de abril, com doze casos registrados no Centro. Fevereiro vem em seguida, com nove, e março com três arrombamentos.
Depois do Centro, as estatísticas mostram como alvo o Bairro Santa Terezinha, com cinco furtos a estabelecimentos. Os motivos podem ser evidenciados por uma maior densidade de estabelecimentos comerciais naquela área. Os números se mostram parelhos nos meses, com exceção de maio com dois casos. Em terceiro lugar, com quatro ocorrências deste tipo, aparece o Bairro Águas Claras: um em fevereiro, um em março, um em abril e outro em maio.
Do outro lado da tabela, oito localidades brusquenses se dividem no último lugar, com um caso cada: Dom Joaquim, Steffen, Guarani, Limoeiro, São Luiz, Limeira Baixa, Nova Brasília e 1º de Maio.
Brusque chegou, portanto, no dia 20 de junho com 71 ocorrências de furtos em estabelecimentos comerciais.
LDO


