(VÍDEO) Diretora de Saúde esclarece dúvidas sobre vacinação

A Vacinação tem trazido a esperança de alívio na pandemia, sendo a única solução comprovada cientificamente que é eficaz na imunização do Coronavírus. Mas além do seu efeito, a vacina tem sido motivo de muitas dúvidas, pensando nisso a Rádio Cidade trouxe na programação do Rádio Revista Cidade na manhã desta terça-feira (30), a diretora de Vigilância em Saúde, Ariane Fischer.
Um dos primeiros assuntos abordados com Ariane foi sobre o agendamento. Muito questionado, mas muito eficaz. “Eu não posso abrir vagas a mais do que o número de vacinas que eu tenho, as vezes as pessoas quando vão acessar as mídias as vagas já terminaram, mas nós tranquilizamos que virá doses para todos, talvez não naquele dia, mas nos demais dias. O que eu não posso é abrir número de vagas se eu não tenho as doses”.
Ela explica que diferente de outras cidades o agendamento tem evitado outras situações delicadas, uma delas, é fazer com que idosos fiquem horas esperando pela vacina. “Tem pessoas que não tem internet e a gente reconhece isso, mas a gente pede aos familiares que tenha acesso que faça o agendamento, e também todas as unidades, para que alguém agende. Estamos priorizando o agendamento para não provocar filas, pensamos na organização, é humanização, pensar nas pessoas”, explicou.
Depois dos idosos será o grupo com comorbidades
Outra informação trazida pela diretora, é em relação a ordem dos grupos prioritários. Ariane explica que no primeiro momento as atenções se voltarão para idosos até 60 anos e depois, as pessoas com comorbidades. “Temos o plano nacional de vacinação e ele contempla 27 grupos prioritários, caminhoneiros é o penúltimo grupo, mas se esse caminhoneiro tiver alguma comorbidade, logo após o grupo dos 60 anos começaremos a vacinar as pessoas com comorbidades, quem tiver pressão alta, diabetes e outras doenças crônicas”.
Dentro das comorbidades os obesos serão prioridades
Em contato com um grupo técnico, a diretora explica que é preciso priorizar os obesos. ““Lembrando que esse grupo de prioridades vai contemplar as pessoas de 18 anos, até 59 anos. Vamos pensar que se tivermos 10 mil pessoas com comorbidades, e chegar 500 doses, vamos priorizar os obesos primeiro, porque temos percebido que 99% das pessoas que estão na UTI são por obesidade. O que caracteriza a obesidade é o IMC acima de 40, que é cálculo o peso divido pela (altura x altura)”, destacou ela.
Comprovação da comorbidade
Uma dúvida que movimentou os canais de comunicação da Rádio Cidade com seus ouvintes durante a entrevista foi sobre a forma de comprovação das doenças crônicas. Ariane, conta que não precisa ir no médico pedir uma declaração. Para provar, se você, por exemplo, é asmático e usa bombinha, você apresenta a receita do medicamento continuo, eu tenho pressão alta, tem a receita de medicamento contínuo, e já tem direito, não precisa ir lá no médico pegar uma declaração”.
De acordo com Ariane não tem um prazo especifico para começar a vacinar esse grupo. “Não podemos dar data certa porque dependendo de como será o fluxo de vacinação nos idosos, depende de como será a distribuição das doses para a cidade, mas acredito que uns 15 a 20 dias, é hipótese, nada certo”, concluiu.


