O precioso bombou a cesta básica em Brusque

Dados divulgados pelo Dieese nesta terça-feira (9) mostram que Brusque continua mantendo a variação da cesta básica no município acima dos 5%. No mês de abril, a variação foi de 5’73% e o custo para os treze produtos que compõem a cesta básica foi de R$ 343,74. Em maio, a variação foi de 5,23% e o custo chegou a R$ 361,72, acumulando um aumento de 5,89%. O salário mínimo ideal para Brusque, de acordo com o Dieese, seria de R$ 3.377,62.
O grande vilão em Brusque até o dia 15 de maio foi o tomate, que chegou a apresentar uma variação de 27,75%. A pesquisa aponta que pelo segundo mês consecutivo o valor do conjunto de bens alimentícios básicos aumentou em 17 das 18 cidades onde o Dieese realiza a Pesquisa da Cesta Básica de Alimentos. No ranking nacional, Brusque continua entre as dez cidades com a cesta básica mais cara no País, porém, em Santa Catarina a maior alta de é Florianópolis, ocupando o 3º lugar com o custo de R$ 394,29.
Em 12 meses, entre junho de 2014 e maio último, as 18 cidades acumularam alta no preço da cesta. Nos cinco primeiros meses de 2015, todas as cidades acumularam altas que variaram entre 7,20%, e 29,95%. Em maio de 2015, o tempo médio necessário para adquirir os produtos da cesta básica foi de 98 horas e 44 minutos, cerca de quatro horas a mais do que o de abril, quando a jornada era de 94 horas e 28 minutos. Em maio do ano passado 2014, a jornada exigida era de 96 horas e 51 minutos.
Quando se compara o custo da cesta e o salário mínimo líquido, ou seja, após o desconto referente à Previdência Social, verifica-se que o trabalhador remunerado pelo piso nacional comprometeu, em maio deste ano, 48,78% dos vencimentos para adquirir os mesmos produtos que, em abril, demandavam 46,68%. Em maio de 2014, o comprometimento do salário mínimo líquido com a compra da cesta equivalia a 47,85%.
Há um mês, os produtos que tiveram predominância de alta de preços nas cidades foram tomate, pão francês, carne bovina, leite e óleo de soja. Já o feijão apresentou retração de valor na maioria das cidades, sendo que preço do tomate foi o vilão aumentando nos 18 locais pesquisados.



