Precariedades do Samu em Brusque

O presidente do Sindicato dos Servidores Públicos Municipais de Brusque (Sinseb), Orlando Soares Filho, afirmou que chegou ao conhecimento da entidade que as condições de trabalho da equipe de atendentes do Samu de Brusque estão precárias. Essa precariedade, conforme ele, foi relatada primeiramente por um servidor, quando revelou que, das duas ambulâncias que prestam atendimento ao município, apenas uma está atendendo a demanda. A outra continua parada e à espera de manutenção, sem previsão de retorno.
Hoje o Samu de Brusque atende a população dos municípios de Brusque, Botuverá e Guabiruba com uma ambulância 4 X 4 adaptada e que, segundo a equipe técnica de atendimento, não é adequada para o serviço. Outro fato relatado pelo presidente do Sinseb é de que o servidor que fez as observações para que haja uma melhora nas condições de trabalho da equipe de atendimento do Samu corre risco de ser demitido como forma de retaliação por parte da Prefeitura de Brusque. O sindicato tem feito contatos com a Secretaria Municipal de Saúde para saber da veracidade destes fatos relatados, porém, nenhuma resposta foi dada.
Em tom de desabafo, Orlando Soares Filho disse que tem encontrado dificuldades no diálogo com alguns setores da prefeitura. Recentemente, quando membros do sindicato se reuniram com o prefeito interino para dar sequência às tratativas apresentadas na pauta de reinvindicações dos servidores públicos municipais, a diretoria do Sinseb acreditou que as negociações iriam avançar, mas após o governo interino anunciar cortes nas gratificações e horas extras dos servidores públicos municipais, o clima de incertezas retornou. Ainda de acordo com Soares Filho, está tramitando na Câmara Municipal de Brusque um PL que propõe a limitação de benefício conferido aos servidores públicos municipais na ordem de R$ 1 mil para auxílio na compra de medicamentos. Diante desse quadro de muitas incertezas e sem respostas por parte da Prefeitura de Brusque, a diretoria do Sinseb, em reunião na noite de ontem terça-feira (9), definiu que este mês de junho será o período limite de espera .
Existe a possibilidade do Sinseb convocar uma nova assembleia com a categoria para expor sobre o que foi tratado no mês de março deste ano e voltar à estaca zero, quando seria reiniciado um novo período de negociações. O pedido de reajuste salarial seria de 13,01%, e não 8 %, e o retorno do auxílio alimentação aos servidores públicos no valor de R$ 300.


