“Vanolli está agindo por desespero”, afirma Aníbal Boettger

A relação entre Sintrafite e Sindimestre está longe de chegar a um denominador comum. Após a realização de uma assembleia extraordinária no último domingo (21) para ampliar a abrangência de atuação e englobar toda a categoria dos trabalhadores do setor têxtil, o presidente do Sintrafite, Aníbal Boettger, se tornou alvo de acusações do presidente do Sindimestre, Valdírio Vanolli, levando sua revolta até para o campo pessoal.
Na manhã desta terça-feira (23), Aníbal Boettger foi ouvido no programa Rádio Revista Cidade e esclareceu os fatos que azedaram a relação entre as entidades que representam os trabalhadores do setor têxtil. Inicialmente ele comentou as declarações de Vanolli e afirmou que ficou decepcionado e indignado com as colocações do presidente do Sindimestre.
Ao rebater a crítica de que sequer cumprimentou Vanolli por ocasião de sua eleição no Sindimestre, Aníbal disse que foi coordenador do processo eleitoral dele. “Talvez se excedeu na bebida para comemorar”, citou, dizendo que em meio às comemorações da eleição ele parabenizou o colega sindicalista e disse que ele precisa “procurar um neuro”.
Ao falar sobre a ação do Sindimestre para frear a realização da assembleia extraordinária, Boettger disse que Vanolli “Botou os pés pelas mãos” e que chegaram a se reunir com as empresas envolvidas na alteração da nomenclatura das funções de trabalhadores, culminando com o remanejamento de um sindicato para o outro, mas a empresa “lavou as mãos” e disse que o que eles decidirem, em comum acordo, será acatado.
A reação do Sintrafite visa proteger o direito dos associados que não tiveram alteração nas funções, apenas modificou-se a denominação da função. Aníbal esclareceu que o fato já ocorreu em duas empresas e outras também estavam seguindo pelo mesmo caminho, exigindo uma tomada de atitude, já que seu sindicato oferece um grande respaldo para o associado, superando até mesmo a atenção que pequenos municípios oferecem à população.
Anibal Boettger disse que sua carta sindical é datada de 1933 e a do Sindimestre de 1961. Sua carta abrange todos os trabalhadores da categoria, mas os trabalhadores que pretendem continuar amparados pelo Sintrafite estão sendo instruídos a pagar a contribuição sindical na sede da entidade e não através de desconto na folha de pagamento.
Se o funcionário continua fazendo o mesmo serviço em uma empresa e sua função for alterada apenas no nome, a diretoria do Sintrafite decidirá se ele permanece como seu associado. No entanto, se ele ascender a um cargo de chefia, será instruído a se filiar ao Sindimestre.
Ao finalizar o assunto, Aníbal Boettger disse que ficou indignado pelo fato do assunto ter vindo a público. Ele disse que esperava que o Fórum Sindical deveria intermediar e chamar os dois sindicatos para dialogar, o que não aconteceu e se omitiu. O presidente do Sintrafite se mostrou tão magoado a ponto de dizer que nem cumprimentou Vanolli no dia da audiência e que só vai reaver seu posicionamento se o presidente do Sindimestre voltar atrás e corrigir as declarações que deu recentemente, de cunho pessoal.



