Prefeitura libera parte do dinheiro a ex-funcionários do Amea
A liminar concedia pela Justiça do Trabalho bloqueando R$ 1,8 milhão nas contas da prefeitura de Brusque, para garantir o pagamento de verbas rescisórias de ex-funcionários do Instituto Amea, surtiu efeito. Graças à ação impetrada pelo Sindicato dos Trabalhadores nas Indústrias da Construção e do Mobiliário de Brusque e Região (Sintricomb), a prefeitura liberou na manhã de hoje (16) R$ 700 mil para quitar parte da dívida com os trabalhadores.
O dinheiro vai cobrir os valores líquidos da rescisão dos ex-funcionários, que moveram uma ação coletiva nos dias 10 e 11 contra o poder público, o Instituto e a Codeb. "Eles vão receber também a multa por atraso de rescisão. Os demais que procuraram a Justiça, depois terão que ingressar com novas ações", explica o presidente do Sintricomb, Renato Lungen.
Os R$ 700 mil estão depositados em uma conta em nome do Sintricomb, que está efetuando o pagamento dos respectivos valores ao grupo e vai prestar conta tanto à Justiça do Trabalho quanto ao próprio Instituto. O dinheiro não cobre a dívida totalmente, já que ainda estão pendentes os valores referentes às multas de 40% sobre o FGTS.
De acordo com Lungen, o dinheiro liberado pela prefeitura deve beneficiar em torno de 80% dos trabalhadores que ingressaram com a ação conjunta. De acordo com o sindicato, o total da dívida que o Instituto Amea tem com os funcionários passa de R$ 1 milhão.



