Autoridades não chegam a um consenso sobre semáforos intermitentes

Pouco mais de 15 dias depois em que os semáforos intermitentes estão funcionando em Brusque, representantes da segurança pública da cidade fazem uma avaliação sobre a medida preventiva.
Segundo o secretário de Trânsito e Mobilidade do município, Bruno Knihs, os semáforos existem para disciplinar o fluxo de veículos, principalmente quando este é muito intenso. “A partir do momento em que a circulação fica insignificante, não é necessário que os semáforos funcionem normalmente”, afirma. Esse é o motivo da escolha do horário para a intermitência, das 23h às 4h.
Na avaliação de Knihs, a experiência desses primeiros dias foi positiva. Segundo ele, muitas pessoas já procuraram a secretaria para relatar a satisfação. “Tem gente que diz que demorou pra chegar, que já deveria ter sido colocado”, aponta.
O secretário diz que, antes dos semáforos funcionarem assim, a sensação de insegurança para os condutores que utilizavam as vias nesse período era grande com a possibilidade de assaltos. “Eu até me protejo de forma diferente. Quando eu chegava a um semáforo que estava vermelho depois das 23h, ficava sempre alerta. Hoje não há mais essa preocupação”, ressalta.
Contraponto
No entanto, conforme o comandante do 18º Batalhão de Polícia Militar (BPM), tenente-coronel Moacir Gomes Ribeiro, durante os anos de 2014 e 2015 não existem estatísticas que comprovem tal insegurança. “Em 2014 e 2015 não houve nada registrado pelo telefone de emergência 190”, enfatiza, referindo-se a assaltos em semágoros durante a madrugada.
Mas ele também expõe que muitos casos não chegam ao Centro de Operações da Polícia Militar (Copom), pois a própria vítima acaba seguindo para a delegacia ou simplesmente não registra a ocorrência.
Ele comentou ainda sobre o fato de que dois acidentes ocorreram nos últimos 15 dias em cruzamentos com semáforos. “Mesmo que tenham ocorrido esses acidentes, não há como comprovar que foi devido à implantação da intermitência. Claro, isso também envolve a falta de atenção e imprudência dos condutores”, complementa.
Para o comandante do 18º BPM, ainda é muito cedo para fazer uma avaliação sobre os semáforos intermitentes, no entanto, ele acredita que agora é um tempo de mudança e que as pessoas devem ficar atentas. A Polícia Militar já enviou à Secretaria de Trânsito um documento com solicitações para que haja mudanças, mas não apontou quais são as propostas.
Knihs afirma que, agora, a pasta vai realizar uma nova estatística, mais aprofundada, para embasar essa decisão. “Toda decisão pode ser revista. Os acidentes não estão acontecendo. Se acontecer, a gente vai avaliar. Nesse período não teve nenhum acidente grave”, garante. Ele alerta para que os motoristas fiquem atentos e façam uma varredura visual ao ficar próximo dos pontos intermitentes a fim de evitar contratempos.


