Críticas e troca de acusações
A reunião da Câmara Municipal de Brusque desta terça-feira (12) foi novamente tomada pela troca de acusações entre governo e oposição. Os temas utilizados para o bombardeio por parte dos oposicionistas não foram novidades, mesclados nos setores de saúde e tributação (Iptu), bem como a defesa do governo, centrada na gestão anterior.
O coro de criticas ao atual governo foi puxado por Jones Bósio (DEM), mirando na falta de médico, mais precisamente na unidade do bairro Batêas, onde mora. "Está há 15 dias sem médico. Na sexta-feira liguei para marcar uma consulta para um morador do bairro e a atendente marcou para o dia 19. Mas, não era de certeza porque não sabia se a médica iria estar", disparou ele.
Bosi falou ainda o que chama de "governo de marketing", citando que há muito gasto com propaganda, principalmente no que diz respeito aos médicos 8 horas por dia nos postos, tendo como alvos o prefeito Paulo Eccel e a secretária da pasta, Cida Belli. "O prefeito e a secretária usam estratégias políticas para ludibriar nosso povo, pensando somente num objetivo, que é a reeleição".
O lider do governo, Valmir Ludvig (PT), rebateu as colocações também relacionadas a cargos preenchidos na prefeitura e altos salários no Executivo. "Fico admirado com seu discurso, porque acho que vocês trabalharam na prefeitura de graça. (...) Quantas horas tinha médico no seu bairro (governo passado)? (...) De 750 cargos comissionados que vocês tinham não tem nem 200, vereador. O seu discurso é fajuto. O senhor está fazendo auto-avaliação de seu governo e jogando para o governo seguinte", disse Ludvig.
Já Roberto Pedro Prudêncio Neto (PDT) usou novamente o Iptu para acertar o Executivo. Ele leu duas novas decisões da Justiça que deram ganho de causa em ações movidas contra a prefeitura pela cobrança do Iptu em 2010.
"Queria destacar detalhes desta ação, pois nessa casa foi amplamente debatido, o que não foi com a sociedade. E, aqui, o princípio constitucional ferido, o maior de todos, foi o principio da publicidade", declarou.
A reclamação era de que faltou divulgação dos atos referentes ao aumento. Situação rebatida novamente pelo líder do governo, que disse que foi a própria Câmara e o próprio Prudêncio Neto que recusaram a divulgação, quando vetaram a proposta do Diário Eletrônico.



