"Não podemos causar a falsa impressão que vamos comprar a vacina amanhã”

Durante a sessão da Câmara de Vereadores de Guabiruba na terça-feira (17) foi aprovado, por unanimidade, o Projeto de Lei ordinária nº 7/2021, do Executivo, que "Ratifica protocolo de intenções firmado entre municípios brasileiros, com a finalidade de adquirir vacinas para combate à pandemia do Coronavírus; medicamentos, insumos e equipamentos na área da saúde. Mesmo com a aprovação, os vereadores fizeram algumas pontuações em relação ao projeto.
O vereador Waldemiro Dalbosco (Proressista) foi enfático e disse que é preciso ter cautela em relação à proposta para não provocar na comunidade um entendimento errado. “Esse projeto não pode passar a falsa impressão de que a Câmara aprova, no outro dia o prefeito sanciona e teremos a vacina. Não é assim. É uma iniciativa da frente nacional dos prefeitos que está em todos os estados e que mostra o que foi e está sendo a pandemia no Brasil, uma total falta de coordenação do Ministério da Saúde”, ressaltou.
O vereador disse que quando sairam as primeiras notícias dessa intenção, ele ouviu de pessoas que agora elas seriam vacinadas rapidamente. De acordo com ele, não é isso que vai acontecer. “Vamos deixar claro que isso aqui é deixar pronto um documento, uma aprovação que vai ter muito. Porém, até isso se concretizar, precisamos seguir as medidas, não vamos causar a falsa impressão que tudo está resolvido e que vamos comprar a vacina na semana que vem”, frisou Dalbosco.
O presidente da Câmara, Cristiano Kormann (Progressista), completou a manifestação. “Esse projeto é resultado do jogo político que acontece no nosso país. A partir do momento que o STF aprova uma medida que dá autoridade aos municípios desde que o Ministério da Saúde não o seu cronograma, mas se não tem vacina nem para eles, imagina para os municípios. Então, o que adianta essa autonomia. Além disso, o município compraria um número baixo, enquanto o Mistério compraria milhões de doses. Quem eles iam priorizar? Vale a intenção do projeto, mas é algo que não podemos passar uma falsa impressão para comunidade”, finalizou.


