Na manhã desta quarta-feira (27), a Secretaria de Trânsito e Mobilidade de Brusque (Setram) lançou a campanha Maio Amarelo, que tem a intenção de conscientizar a população quanto à diminuição do número de acidentes de trânsito.
Segundo o secretário Bruno Knihs, a campanha é semelhante ao Outubro Rosa e ao Novembro Azul. “É um movimento que procura envolver toda a sociedade por uma causa nobre, que é a redução do número de acidentes de trânsito”, explica.
O mês de maio foi escolhido por coincidir com o início da Década de Ação para a Segurança no Trânsito, proposta pela Organização das Nações Unidas (ONU). Além disso, Knihs também explica que a cor foi inspirada no semáforo quando indica atenção aos motoristas.
A ONU estipulou, por meio da criação da campanha, a redução de 50% do número de acidentes desde 2011. “Se a comunidade em geral se envolver, a gente sabe que há essa capacidade de atingir esse número”, acredita Knihs.
A Guarda de Transito do município (GTB) também vai entregar panfletos sobre o Maio Amarelo, tanto em blitz quanto nas escolas em que há as palestras sobre educação no trânsito. Nesse impresso, a população vai conhecer as 10 regras de segurança no trânsito.
A apresentação do movimento também contou com a presença do aspirante a oficial do 18º Batalhão de Polícia Militar Roberto Gassenferth Junior, o qual diz que a campanha é importante, pois coloca essa preocupação com o trânsito na mídia. Ele também relata que a PM de Brusque continuará com as parcerias junto à GTB, tanto nas ações de prevenção quanto as de repressão. “Aqui em Brusque já temos algumas campanhas relacionas ao trânsito. Podemos citar o exemplo do Conseg, que recentemente lançou uma cartilha com informações sobre o trânsito para as crianças, para que elas e os pais sejam conscientizados”, destaca.
Ele cita ainda outras ações como a Transitolândia, que envolve escolas de Brusque e região em uma parceria entre a Guarda e a PM. Segundo o policial militar, a grande preocupação do 18º BPM é com relação ao número de sinistros no trânsito, visto que somente no ano de 2014 foram registrados 2.800 acidentes. Destes, 22 foram com vítimas fatais. “O nosso índice de mortes no trânsito é maior que o de letalidade violenta, que geralmente é o utilizado pelo comando geral para averiguar os índices criminais de uma região”, comenta.
Em Brusque, o problema não ocorre por letalidade violenta, que seriam óbitos por homicídio, latrocínio, entre outros. “O índice de crimes graves é relativamente controlado”, explica. No entanto, ele afirma que a Polícia Militar vai continuar trabalhando para a redução desses números.



