Além das competições, a 6ª ExpoBrusque – Mangalarga Marchador também contou com uma apresentação elegante do adestrador Isaías Ribeiro de Águida. A peculiaridade e a leveza com que ele conduz seu cavalo foram mostradas em exercícios típicos de circo na tarde de sábado (23). O domador já trabalhou no parque Beto Carrero World, em Penha, integrando o elenco do espetáculo medieval Excalibur. Lá, o seu companheiro era um cavalo da raça pampa chamado Spirit, que também realiza movimentos ensaiados como danças, marchas e até mesmo sorrisos. “Comecei no Beto Carrero há 20 anos cuidando dos cavalos, mas queria aprender a domar”, lembra. Águida se aproximou do seu sonho quando foi cahamdo por Yura, um domador russo, para trabalhar com ele. Foram dois anos de aprendizado. "Agora estou aí, há quase 19 anos como domador”, orgulha-se.
Apresentação
Outro sonho de Águida era se apresentar na Exposição Nacional do Mangalarga Marchador, o maior evento do gênero no país que acontece todos os anos em Minas Gerais. No entanto, ele só poderia fazer isso quando tivesse um cavalo da mesma raça da competição. Sensibilizado com o seu talento, há três anos um empresário deu de presente o cavalo com o qual Águida se apresenta até hoje, um puro magalarga. Um animal como esse pode custar de R$ 1,5 mil a mais de R$ 40 mil, dependendo da origem e da pureza genética. “Esse cavalo é muito diferenciado, inteligente e dócil. É um atleta. Inclusive ele vai se apresentar no nosso show com baliza e tambor”, explica.
O domador conta que muitos pensaram que o tipo de apresentações que ele pretendia fazer com o magalarga não seria possível, já que essa raça é mais usada para demonstrações de marcha, como os exercícios com o andamento de marcha batida e marcha picada. Para espetáculos como os de Águida, os tipos ideais são o pampa ou o puro-sangue lusitano, que têm uma equitação mais clássica. No entanto, o que parecia algo muito difícil se tornou fácil nas mãos do domador, que usou a alegria e a doçura do mangalarga para adestrá-lo.
O resultado foi medido nos aplausos que o cavalo recebeu da plateia que acompanhava a 6ª ExpoBrusque. "Fiz o sangé, o piaffe, o passo elevado, o passo espanhol, além de cumprimentar e dançar. Só não fiz sorrir”, conta ele citando tipos de andamentos mais comuns apresentados em espetáculos com cavalos.
Mesmo com uma vasta experiência e um talento enorme para domar cavalos, Águida também se mostra bastante humilde e, ao final, recebeu várias famílias que vieram parabenizá-lo pelo belo trabalho apresentado às centenas de pessoas. Ele ainda tem muita vontade de voltar a trabalhar no parque Beto Carrero. “Tenho certeza que eu poderia fazer um belo trabalho com eles, até porque comecei lá”, avalia.
Além do parque, o domador trabalhou com o mesmo tipo de apresentação no Fazzenda Park Hotel, em Gaspar. No rancho que tem em Ilhota, ele treina quatro animais e pretende realizar uma apresentação dos cavalos dançarinos nos próximos 40 dias.



