Schlösser entra com Ação de Recuperação Judicial
A empresa Schlösser, na quarta-feira (6), entrou com uma Ação de Recuperação Judicial na Comarca de Brusque. Segundo a assessora judicial do Sindicato dos Mestres, Contramestres, Técnicos Têxteis, Pessoal de Escritório, Ocupantes de Cargos de Chefia nas Indústrias de Fiação, Malharia, Tinturaria, Tecelagem e Assemelhados de Brusque e Região (Sindmestre), Viviane Morch Gonçalves, a empresa proderá voltar à funcionar, caso o juiz defira o plano de recuperação da empresa.
Segundo ela, não cabe aos credores, e sim ao juiz, decidir sobre o plano de recuperação da empresa. E, uma vez acatado os processos ficam suspensos por um ano e as ações trabalhistas. Viviane informou ainda que os processos trabalhistas têm preferência, e no prazo de 30 dias os trabalhadores receberiam até o valor de cinco salários mínimos. O restante ficaria para receber um ano após o prazo de suspensão. O plano é limitado até o valor de 150 salários mínimos. O que passar deste valor se equipara aos demais credores.
A advogada disse que no momento é apenas um pedido e que a empresa tem de esperar a decisão do juiz. A empresa têxtil Renaux também fez o mesmo e este foi negado; a Schlösser apresentou o valor da dívida, e a situação da empresa. Após a decisão se for positiva, será apresentado o plano de pagamento e esse plano sim poderá ser discutido pelos credores.
A empresa terá um prazo de até, no máximo, um ano para pagar a dívida. A advogada ressaltou que as pessoas não devem deixar de fazer ações trabalhistas. Mesmo com plano de recuperação judicial, os trabalhadores precisam passar pela ação trabalhista.
Colaboração: Francisco Carlos


