Polêmica da escola chega à Câmara
Na sessão de terça-feira (5) na Câmara Municipal de Guabiruba, o principal assunto foi as denúncias de professores contra o diretor da escola estadual João Boos. A professora Márcia Antonia Moreira expôs a situação aos vereadores e pediu uma solução "o mais breve possível".
"Apesar de várias denúncias, enviados inclusive ao secretario de Educação (do Estado), gostaria de saber porque o senhor Norberto Ubber continua sendo diretor da escola, defendido pelo prefeito e seu apoiadores. Nós queremos dos vereadores um apoio, para que essa mudança ocorra, principalmente na área pedagógica, onde há falta de apoio da direção na parte disciplinar. Há casos onde o conselho tutelar foi acionado, mas sempre por exigência do professor, nunca da direção", disse a professora.
Márcia afirmou ainda que a permanência do diretor na escola é uma questão política. "Foram sugeridos três nomes, inclusive dois do mesmo partido (Pmdb) e não foram aceitos. Então, qual é a explicação?", Indagou a professora da escola João Boos.
O vereador Nilton Rogerio Kohler explicou que os fatos precisam ser apurados.
" O nosso papel é levantar todos os fatos. Como vereador, eu tenho a incumbência de responder à sociedade de uma forma mais clara e objetiva, não procurando direcionar os fatos. O que me causou espanto nas matérias veiculadas, e também da denuncia de que houve desvio de materiais, nós temos um documento onde existe um termo de acordo firmado com o governo do Estado, para que cadeiras fossem levadas para o Centro de Educação de Jovens e Adultos, e simplesmente a transportadora entregou na escola (Ana Othilia Schlindwein) e a prefeitura levou para o Ceja. Então, temos que esclarecer os fatos de uma forma correta", explicou o vereador.
Em relação às denuncias de que alunos fazem uso de bebidas, drogas e até fazem sexo na escola, Niltonr disse que "até agora ninguém provou nada".
"Não tenho conhecimento e não sou o diretor. Por isso, convoquei o Norberto para que se faça presente na próxima sessão, porque nós também queremos esclarecer esses fatos. São acusações graves, mas vem a questão: existem provas concretas dessas denúncias? Fizeram algum tipo de Boletim de Ocorrência ou levantamento?", perguntou o vereador.


