"É uma bomba relógio...", diz vereador
O vereador Edson Rubem Muller (PP) rebateu as colocações feitas na sessão da Câmara Municipal na semana passada pelo pedetista Roberto Pedro Prudêncio Neto sobre problemas no loteamento Cyro Gevaerd, no bairro Limeira. De posse de imagens das ruas e da escola localizada naquela comunidade, ele relatou os investimentos feitos pela atual administração.
Muller disse que vários lotes foram interditados a partir de laudos feitos por engenheiros do Clube de Engenharia, Arquitetura e Agronomia de Brusque. Alguns foram indenizados e outros receberão propriedades em novos locais. O pepista relatou ainda aluguéis que ainda são pagos pela prefeitura à famílias que tiveram que sair de lá por conta dos problemas.
"A secretaria de Obras realizou limpeza geral em todo loteamento após as chuvas de 2008 e 2009. Foi realizado mutirão de limpeza em parceria com o Tiro de Guerra. Foi admitido um conserveiro de rua exclusivo para o loteamento", frisou ele na tribuna.
Prudêncio Neto pediu aparte e rebateu os números, dizendo que Muller estava focando apenas em investimentos feitos na educação. Principalmente na reforma da Escola Alexandre Merico e não nos problemas de infraestrutura das ruas. "Temos um ofício aqui nesta Casa enviado ao prefeito, ao ministério Público, de mais de 200 assinaturas das famílias que ali vivem sofrendo descasos por parte da prefeitura municipal", disse, frisando que falta limpeza de bocas de lobo, taludes e problemas com barreiras.
O vereador Valmir Ludvig (PT) defendeu os investimentos feitos pelo governo na recuperação da escola. "Temos uma cidade inteira que precisa atenção. E o (loteamento) Cyro Gevaerd está merecendo atenção por parte do governo. na medida do possível que se pode dar atenção", disse ele.
Alessandro Simas (PR) também se manifestou sobre o assunto e disse que é preciso se observar todo trabalho feito pelo Ceab para recuperar o loteamento. "Infelizmente, usaram o sentimento de felicidade e desejo do cidadão comum, de querer sonhar com a casa própria, e enganaram essas pessoas. Isso ali é um dos maiores crimes ambientais e crimes contra as pessoas que foram colocadas lá em um paiol, em uma bomba relógio que pode explodir a qualquer momento", referindo-se à forma como o loteamento foi criado há alguns anos.


