No início da tarde desta quarta-feira (20), os depoimentos da CPI das Oficinas foram retomados na Câmara de Vereadores. Na ocasião, foram ouvidos o diretor de fiscalização da Guarda de Trânsito de Brusque, Adalberto Zen, e o representante da empresa Zeno Autopeças, Eduardo Brogni.
De início, o relator da CPI, Ivan Martins, disse aos presentes que os depoimentos colhidos até agora são para esclarecimentos dos fatos investigados. Logo em seguida, fez a primeira pergunta para Adalberto Zen, sobre o conhecimento do processo licitatório e do contrato de licitação realizado entre a empresa Auto Mecânica MG Ltda. e a Prefeitura de Brusque.
Segundo Zen, ele estava ciente do certame, no entanto, não possuía contato com o contrato assinado pelas partes. Ele também relatou à CPI que não havia nenhuma fiscalização na hora do conserto das viaturas, apenas uma orientação aos agentes da GTB que verificassem se, na volta do conserto, elas estavam funcionando perfeitamente.
Além disso, Adalberto falou sobre o “fato isolado” de compra de pneu para utilização em viaturas da guarda, o que teria gerado uma citação de um suposto envolvimento na Operação Revisão Total. Ele acredita que não houve improbidade na atitude dele quanto à aquisição, visto que ele não agiu de má fé. “A aquisição foi para beneficiar o município. Foi uma troca, na hora não tive opção”. Ele também afirmou que há um processo instaurado no fórum e que não falaria muitos detalhes, por orientação do advogado, mas que a peça custou R$ 60.
No segundo depoimento, ocorrido já depois das 15h, o representante da Zeno Autopeças, Eduardo Brogni, também falou sobre o contato que tem com a empresa MG, uma das investigadas. Segundo ele, o contato com ela é somente comercial, fornecendo peças e produtos, assim como faz com outras mecânicas.
Por meio das perguntas realizadas, foi possível verificar que o objetivo da relatoria era esclarecer se as peças fornecidas pela Zeno à MG eram originais, assim como eram previstas no contrato da empresa vencedora da licitação e a Prefeitura. O que foi negativo, já que, conforme Brogni, também eram cotadas peças de boa qualidade, não originais.



