(VÍDEO) “A ansiedade por veículos elétricos já vem de muito tempo”

Constantemente buscando evoluir e disponibilizar para a comunidade acadêmica novas oportunidades, a Unifebe lançou mais um curso, agora na pós-graduação como especialização em energias renováveis. Para esclarecer alguns pontos sobre essa novidade, participou da programação da Rádio Cidade o coordenador do curso, Augusto Pinotti.
Conforme o professor, a ideia do curso é contextualizar o mercado de energias renováveis no Brasil, ver quais são as potencialidades das várias formas de energia e a partir daí formar profissionais que possam atuar em consultoria, em projetos e em suportes a essa área em especifico.
Um tema que recorre quando se fala em energias renováveis é em relação aos carros elétricos. O professor explica que no cenário econômico da atualidade o assunto se evidencia.
“A ansiedade por veículos elétricos já vem de muito tempo. Claro, com as questões dos aumentos dos combustíveis, isso é uma ascendência e só acelerou essa busca. Temos uma tarifa de energia bastante considerável no custo do brasileiro e a energia elétrica no Brasil tem uma característica, ela é sazonal. Ou seja, depende dos volumes de águas nos reservatórios das hidrelétricas e isso também tem levado as pessoas a pensarem nessa possibilidade”, explicou ele.
Augusto afirma que alguns pontos impedem a popularidade dessa opção de locomoção. “A falta de eletro postos também pode ser um empecilho. Até Curitiba, por exemplo, se tem apenas um, mas é uma tendência ter mais”.
O preço é outro fator. Mas o professor acredita que dependendo da demanda é possível ter uma variação. “Se formos comprar um carro padrão, básico, que deve está em torno de R$ 50 mil, um veículo elétrico no mesmo padrão para R$220 mil, estamos falando de quase quatro vezes a mais. Se você faz uso de forma intensa do carro, aí é necessário fazer as contas para ver se o valor compensa. Têm alguns pontos, a manutenção do veículo elétrico é menor. Então, tem outros valores associados que é preciso levar em conta”, finalizou Augusto.


