"Estou ao lado da verdade e com a consciência limpa", diz Hang

A Polícia Federal fez buscas em endereços de empresários ligados ao presidente Jair Bolsonaro e que teria defendido golpe de Estado em caso de vitória de Lula na eleição presidencial de outubro. O pedido foi feito ao Supremo Tribunal Federal (STF) por entidades, segundo reportagens dos portais G1 e Folha de São Paulo.
De acordo com as reportagens, entre os empresários alvos das buscas está Luciano Hang, dono da Havan, de Brusque. Os outros são Afrânio Barreira Filho, Ivan Wrobel, José Isaac Peres, José Koury, Luiz André Tissot, Marco Aurélio Raymundo, e Meyer Joseph Nigri.
Os mandados de busca e apreensão estão sendo cumpridos em cinco estados: São Paulo, Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul, Santa Catarina e Ceará.
O caso veio à tona na última semana, quando o Portal Metrópoles divulgou trechos de conversas de um grupo de WhatsApp em que os empresários tratam do assunto.
O que diz Hang
O empresário brusquense emitiu uma nota sobre o caso. Confira, a seguir, o material enviado à imprensa através de sua assessoria.
"Posicionamento de Luciano Hang sobre busca e apreensão
O empresário Luciano Hang foi surpreendido na manhã de hoje com um mandado de busca e apreensão expedido pelo Ministro do STF, Alexandre de Moraes. Luciano estava trabalhando em sua empresa, às 6h da manhã, quando a Polícia Federal o abordou e recolheu seu telefone celular.
O inquérito foi cumprido por causa da matéria publicada na coluna do jornalista Guilherme Amado, do Metrópoles, no dia 17/08, com o título: “Exclusivo. Empresários bolsonaristas defendem golpe de Estado caso Lula seja eleito; veja zaps”. O empresário reafirma que a matéria foi irresponsável e não retratou a verdade.
“Eu nunca falei de STF ou de golpe. O jornalista, de forma leviana e sensacionalista, usou trechos desconexos de conversas e a tirou de contexto”, afirma. A fala de Luciano no grupo Empresários & Política foi a seguinte: “Mais 4 anos de Bolsonaro, mais 8 de Tarcísio e aí não terá mais espaço para esses vagabundos”, disse se referindo aos políticos conhecidos e que estão há décadas no poder. A mensagem de Luciano foi uma resposta à fala do empresário Roberto Mota, que falava sobre eleições e não sobre poderes.
Segue fala do empresário na íntegra:
Sigo tranquilo, pois "estou ao lado da verdade e com a consciência limpa. Desde que me tornei ativista político prego a democracia e a liberdade de pensamento e expressão, para que tenhamos um país mais justo e livre para todos os brasileiros.
Eu faço parte de um grupo de 250 empresários, de diversas correntes políticas, e cada um tem o seu ponto de vista. Que eu saiba, no Brasil, ainda não existe crime de pensamento e opinião. Em minhas mensagens em um grupo fechado de WhatsApp está claro que eu NUNCA, em momento algum falei sobre Golpe ou sobre STF. Eu fui vítima da irresponsabilidade de um jornalismo raso, leviano e militante, que infelizmente está em parte das redações pelo Brasil.
Segue minha conversa com o jornalista Guilherme Amado, do Metrópoles, na quinta-feira, dia 18/08, próximo às 18h, onde ele mesmo reconhece que eu nunca falei sobre golpe de Estado:
CONFIRA NO ALTO DA PÁGINA O ÁUDIO DE LUCINAO HANG.



