"Tem empresa não licitada querendo fazer enterro"
Novamente o assunto serviços funerários causou debates na Câmara Municipal de Brusque. Quem levantou a questão durante o encontro desta terça-feira (29) foi Jones Bósio (DEM). Ele relatou o caso de uma família que teve de aguardar por mais de duas horas pela liberação do corpo de um familiar no sábado (26), porque não queria os serviços da funerária que estava de plantão.
Segundo ele, a família tinha o plano funerário Santa Catarina Convênios, o qual é aceito pela funerária Estrela. Ocorre que quem fazia o atendimento do plantão era a funerária São José, que não aceitou liberar os serviços à concorrente.
"Será que não é possível que o responsável chame as funerárias e elas entrem em acordo, para que não venham esses inúmeros boletins de ocorrência acontecendo para a disputa de um corpo, em que a família enlutada esta ali na tristeza e as duas funerárias disputando quem vai levar o corpo?".
O vereador Ademir Braz de Sousa (PMDB) foi direto ao dizer que na verdade o que está acontecendo é que uma terceira funerária, que não está mais autorizada a realizar os serviços - uma menção à funerária Brusque - estaria por trás da situação.
"Pelo o que eu sei, são duas funerárias. Mas a briga ai parece que está envolvendo três. Já tem uma ex-funerária, pode até ser funerária ainda, mas ela está proibida de operar. O que esta havendo ai é uma terceira que não admitiu ter perdido e nas costas de um plano quer continuar trabalhando".
Alessandro Simas questionou o fato de haver duas funerárias e, no entanto, somente uma ficar de plantão em cada dia. "Por que o plantão de uma só? Têm as duas funerárias. As duas vão ter que prestar o serviço." Opinião seguida por Eduardo Hoffmann (PDT), que o atendimento deva ser feito pelas duas ao mesmo tempo, como ocorria antes do atual processo de consseão, e não por apenas uma. "Não vejo dificuldade. Existem duas funerárias aptas a atuar no município. Cada cidadão vai procurar a que lhe for conveniente, quem lhe oferecer o melhor serviço naquele momento".
O líder do governo, Valmir Coelho Ludvig (PT), reforçou as colocações feitas por Ademir Braz de Sousa, de que a disputa na verdade estaria ocorrendo entre três funerárias. A menção, embora não citada diretamente, estava relacionada à funerária Brusque, detentora do plano Santa Catarina Convênios.
"Têm duas sim, que a gente tem que olhar para servir bem. Mas, tem uma terceira se metendo. Tem empresa não licitada que está querendo fazer enterro. Perdeu, perdeu vai para a casa. Vai fazer outra coisa. Se perdeu a licitação é porque não foi competente e vá fazer outra coisa", lascou da tribuna.
Os vereadores aprovaram um requerimento de autoria de Jones Bósio, para que se envie ao ministério Público, e à própria prefeitura, pedido para que haja uma solução do problema. O vereador Ademir havia dito ser contrário ao pedido, mas voltou atrás e votou a favor, após manifestação de Valmir favorável à medida.



