Na manhã de hoje, os internautas divulgaram uma imagem com erros de grafia em placas instaladas em ruas de Brusque. A reportagem da Rádio Cidade foi a campo conferir outras situações semelhantes. O que se pode constatar é que os erros são mais comuns do que se imagina e vão desde uma simples inversão de letras ou sílabas posicionadas no local em que não deveriam até o nome todo escrito erroneamente.
É o caso da situação da Travessa Professor Francisco Bondemuller, acesso à Rua Gustavo Halfpap, no Centro II. No entroncamento com a Rodovia Antonio Heil está identificada a via, só que com o nome errado. Ao invés do Bodenmuller consta Dondemuller.
Outro caso verificado está no Bairro Santa Rita. Duas ruas próximas estão com a grafia do sobrenome de maneiras diferentes. Um detalhe quase imperceptível: a letra h está posicionada em pontos diferentes (Niebhur e Niebuhr), embora os sobrenomes sejam iguais. Segundo o historiador Paulo Kons, Osvaldo e Emílio, que dão nome às ruas, são parentes diretos.
Mas o caso que ganhou repercussão nas redes sociais esta semana é o de uma placa localizada no Centro. Nela deveria estar identificada a Rua Ewaldo Ristow, mas consta Ewaldo Ristom, no cruzamento com a Marechal Deodoro que, por sua vez, recebeu uma placa com o nome de Marechal Theodoro.
O superintendente do Instituto Brusquense de Planejamento (Ibplan), Juliano Montibeller, disse que todo o processo que envolve a confecção, desenvolvimento e instalação das placas não passa pela pasta, embora caiba a ela a fiscalização desse setor.
Após a aprovação dos nomes pela Câmara de Vereadores, uma empresa contratada, a D2 Distribuidora, com sede em Itajaí, é quem executa todo o processo. A empresa venceu concorrência e assinou contrato com a prefeitura em 2012. O vencimento se dará apenas em 2017. “Não temos uma fiscalização para fazer correção de placas. Eles não passam uma relação do que estão procurando. Na verdade, vamos verificar esse contrato para ver se é viável mantê-lo, para que não traga mais esse tipo de transtorno”, comenta Montibeller.
Segundo ele, as reclamações sobre as nomenclaturas erradas chegam ao Ibplan, que faz o encaminhamento à D2 Distribuidora solicitando a correção. O prazo para que o ajuste seja feito leva entre dez e 30 dias. “Isso sempre aconteceu. Eu mesmo já me deparei com nome de rua escrito errado, fiz a reclamação na Ouvidoria e um tempo depois foi corrigido”, completa.
A Rádio Cidade tentou contato com a D2 Distribuidora, em Itajaí, para ouvir a empresa sobre o problema dos erros na grafia das placas, mas não obteve sucesso.
Conhecedor da história da região como poucos, o historiador Paulo Vendelino Kons relata o caso de uma via em que a identificação soa, em sua visão, gritante quanto aos nomes dos homenageados. A Rua Maximilian Von Boroswki, uma transversal da Avenida Primeiro de Maio, está com a grafia totalmente errada. “Toda vez que passo lá sinto que é uma verdadeira agressão. Escreveram Baroski, mas é Borowski”, explica o historiador.



