Diretora confirma xingamentos de aluno a policial e apoia ação da PM

A direção do Colégio Estadual Dom João Becker, no Jardim Maluche, se manifestou esta manhã sobre o caso do adolescente apreendido dentro da escola pela Polícia Militar na sexta-feira (28), após desacatar o comandante do 18º BPM, tenente-coronel Otávio Manoel Ferreira Filho. A diretora do educandário, Ione Terezinha Hassmann, conversou com a equipe da Rádio Cidade e disse que o menor está matriculado há cerca de um mês.
Segundo Ione, o Ministério Público encaminhou documento determinando que a escola fizesse matricula do menor, em função de a mãe não ter como pagar valor estabelecido em medida por ações do próprio adolescente. Nesse período, o único problema causado pelo adolescente foi justamente o atrito com a PM que causou sua apreensão.
A diretora afirma que o comandante da PM foi à unidade para fazer o acompanhamento de outro menor, pois essa ação tem surtido efeitos positivos junto ao mesmo. Em determinado momento, a própria direção pediu que o policial circulasse pela escola para demostrar ao estudantes a presença da polícia ali. Em dado momento, o comandante da PM foi até o menor apreendido, quando o mesmo reagiu.
“Quando ele avistou esse menino, foi conversar com ele. Então, o menino começou a desacatá-lo em todos os momentos. Foi um momento muito constrangedor para a escola”, disse ela, afirmando que o policial encaminhou o estudante para a secretaria, onde os ânimos se exaltaram ainda mais e o menor aumentou o tom dos xingamentos.
Ione disse que ao ânimos estavam muito exaltados e todos em pânico com a situação. Por conta disso, acredita que passou a ideia de não estar aprovando a ação do policial e determinar a apreensão o menor. Ela disse isso, frisando que o trabalho da PM tem sido elogiado dentro da escola.
“Eu, a todo momento, pedia calma, calma e disse várias vezes ao comandante que, enquanto aluno, ele não tinha dado problemas. Isso pode ser comprovado por todos os professores. Talvez, por essa postura ele tenha achado que nós, escola, tenhamos passado a mão na cabeça. Mas, não. Muito pelo contrário”, segue ela, afirmando que a escola não tem autonomia para negar a matricula de um aluno, ainda mais quando chega determinação e órgãos como Judiciário e Ministério Público.
De acordo com a diretora, o aluno não estava matriculado em nenhuma escola antes do Dom João Becker. Este ano, inclusive, ele não tinha frequentado qualquer unidade.
Após a ordem e apreensão dada pelo comandante da PM, o menor foi levado para a Delegacia de Polícia Civil, juntamente com a mãe e um representante do Conselho Tutelar.



