Outdoor em apoio à Lula é colocado na Ivo Silveira

Um outdoor localizado na Rodovia Ivo Silveira, próximo à entrada da RVB Malhas, pede a anulação dos processos contra o ex-presidente Lula e solicita que o petista tenha um “julgamento justo”.
A placa faz parte de um movimento nacional, denominado #AnulaSTF, que tem outdoores espalhados por todo país. O grupo voluntário arrecada valores para realizar a instalação em cidades acima de 100 mil habitantes. Na região, também há placas em Itajaí e em Blumenau.
Cedenir Simon, presidente do Partido dos Trabalhadores (PT) de Brusque, diz que o partido na cidade não está diretamente ligado à colocação dos outdoores, mas que apoia o movimento. “Vários juristas mostram que esse processo é uma aberração. Lula foi preso para não ser eleito presidente”, defende, lembrando que existem outdoores em apoio ao presidente Jair Bolsonaro (sem partido) pela cidade e que sempre foram respeitados pela oposição.
Nesta semana, os advogados do ex-presidente apresentaram ao Supremo Tribunal Federal (STF), um pedido para tentar suspender o julgamento, no plenário virtual, da Segunda Turma de dois recursos apresentados por eles mesmos, que pedem a suspeição dos desembargadores do Tribunal Regional Federal da Quarta Região, no caso do sítio de Atibaia.
O motivo, segundo eles, é que a maior parte dos temas já foi discutido em outros julgamentos.
No mês passado, a defesa pediu ao STF a anulação da decisão que devolveu ação do triplex no Guarujá ao TRF-4. Ela alega que a decisão vai contra o que dita a lei nesses casos.
Lula foi condenado em 2017 pelo então juiz federal Sérgio Moro a 12 anos de prisão. Posteriormente, a pena foi reduzida para 8 anos. O ex-presidente alega que não foi beneficiado com o triplex e que o caso deve ser anulado por parcialidade de Moro no julgamento. O ex-juiz e Ministro será julgado por parcialidade na condução do processo.
Cedenir Simon defende a inocência de Lula. “Não tenho nenhum compromisso com bandido, mas a constituição precisa ser cumprida. Se não há provas, não é culpado. O processo foi totalmente parcial”, sustenta.
Recentemente, o UOL revelou que a força-tarefa da Operação Lava Jato não incluiu em denúncia contra Lula um diálogo captado em grampo telefônico que poderia confirmar a versão do ex-presidente de que ele não tinha envolvimento com o triplex.
Os procuradores do MPF-PR conversaram no dia 13 de setembro de 2016 sobre a inclusão de um trecho obtido por meio de uma interceptação telefônica de uma funcionária da empreiteira OAS, encarregada da supervisão do edifício. “Especialmente Deltan (Dallagnol, coordenador da Lava Jato), temos que pensar bem se vamos utilizar esse diálogo, objeto da intercptação. O diálogo pode encaixar na tese do Lula de que não quis o apartamento, Pode ser ruim para nós”, escreveu o procurador Athayde Ribeiro Costa.
O MPF-PR afirma não reconhecer a autenticidade das mensagens no aplicativo Telegram. Para a Lava Jato, entretanto, a interceptação telefônica mostrava que as reformas no imóvel foram feitas no interesse de Marisa Letícia, esposa de Lula. O presidente do PT de Brusque diz que o Ministério Público foi fortalecido nos governos Lula e Dilma. “Deveria ser um instrumento para as pessoas se defenderem, não um instrumento político", conclui.


