Durante esta semana, Renato Janine Ribeiro, ministro da Educação, anunciou em coletiva que o MEC já esgotou a verba deste ano para novos contratos firmados pelo Fies. Além do anúncio do fim da verba para novos financiamentos, também foi divulgado que a abertura de uma segunda edição do programa no segundo semestre deste ano não está garantida.
O ministro explicou que, no caso dos estudantes que não puderam se inscrever no primeiro semestre, seria inútil reabrir as inscrições.
Segundo o MEC, o montante destinado para novos contratos do Fies neste ano de R$ 2,5 bilhões terminou. A informação frustrou mais uma vez as instituições educacionais de todo o país.
Em Brusque, o vice-reitor da Unifebe Alessandro Fazzino explica que através do Fies foram efetivados 126 contratos novos e aditados 487 na instituição. Com o impasse, alguns aditamentos não foram feitos ainda, embora o prazo se encerre em 31 de maio. A maior dificuldade, segundo ele, será a formalização dos novos contratos justamente pela demora nas definições.
Com a confirmação de que não há mais recursos para novos financiamentos, a situação se agravou. Conforme Fazzino, no dia 28 de abril o reitor da Unifebe, Günther Lother Pertschy, esteve em Brasília representando o presidente da Acafe, Aristides Simadon, para tratar questões referentes ao Fies. Na oportunidade, o reitor obteve como resposta de que num curto espaço de tempo o impasse estaria resolvido, o que não ocorreu.
O contrato pelo Fies é firmado entre o acadêmico e a agência bancária, sendo que a universidade entra apenas como intermediadora da negociação. Fazzino explica que, mesmo havendo um acordo entre as instituições educacionais de subsidiar estes valores aos acadêmicos, o processo é extremamente lento, o que pode até acarretar na desistência de alguns alunos, possibilidade que não é descartada pelo vice-reitor da Unifebe.
Em relação à Uniasselvi/Assevim, a situação é semelhante, porém com um diferencial. No momento de firmar o contrato com os estudantes, o grupo Kroton – proprietário da rede - já antecedendo uma possibilidade de dificuldades no Fies, vem subsidiando estes valores junto aos universitários, o que tem amenizado a condição de desistência dos formandos.




