As entidades que representam os hospitais filantrópicos em Santa Catarina participaram de uma reunião com deputados estaduais e representantes do governo catarinense. O encontro ocorreu na última quinta-feira (30). Na ocasião, a preocupação com a grave crise do setor foi o assunto principal. Com poucos recursos, essas instituições correm o risco de fechar as portas.
Uma das principais reclamações é em relação à defasagem na tabela do SUS que, em alguns casos, pode chegar a 100% de diferença. Nos últimos 17 anos, os hospitais filantrópicos acumularam uma dívida anual em torno de R$ 5 bilhões. De acordo com o presidente da Federação das Santas Casas e Hospitais Filantrópicos de Santa Catarina, Hilário Dalmann, essa realidade pode comprometer o atendimento à população.
O setor filantrópico do Estado representa mais de 80% de todos os hospitais e é também o principal responsável pelo atendimento à população. Mais de 70% dos leitos disponíveis estão nessas instituições. Para que toda essa estrutura continue funcionando, as entidades hospitalares estão solicitando ajuda. Durante a reunião, foram apresentados documentos enumerando as principais dificuldades do setor. Os problemas são muitos.
Murilo Capella, secretário-adjunto de Saúde de Santa Catarina, afirmou que o Estado nem sempre consegue atender a demanda dos hospitais filantrópicos por falta de repasse de verba do Governo Federal. As entidades solicitaram ainda o apoio da Assembleia Legislativa na aprovação de projetos que ampliam os recursos para a saúde.
Entre eles há um projeto de lei que propõe uma emenda à Constituição obrigando que recursos financeiros devolvidos pelos poderes Legislativo, Judiciário, Ministério Público e Tribunal de Contas sejam destinados ao Fundo Estadual de Saúde. Para o deputado Antonio Aguiar (PMDB), autor do PL, essa ação resolveria boa parte dos problemas dos hospitais.




