Otávio diz que agiram para impedir sua candidatura

Preterido na eleição deste ano pelo próprio partido, o PL, o coronel PM Otávio Manoel Ferreira Filho diz não se sentir traído pela direção local da legenda na busca por ser candidato a deputado estadual este ano. O nome dele não foi aprovado na convenção realizada na última sexta-feira (5), em Florianópolis e o partido até anunciou apoio a outro postulante, o vice-prefeito de Balneário Camboriú.
Em entrevista ao programa Rádio Revista Cidade, da Rádio Cidade, Otávio, no entanto, afirmou que soube que havia movimentações para derrubar a candidatura dele. O que teria se confirmado na convenção estadual.
“Soube uns dois dias antes. Ainda tentei mudar isso, com conversas, mas não foi possível”, frisou ele.
O ex-comandante da Polícia Militar de Brusque relatou que teria ouvido de uma pessoa próxima ao senador Jorginho Mello, candidato ao governo do estado e principal liderança do partido em Santa Catarina, que o nome dele, Otávio, interessava como candidato na região. Porém, foi surpreendido com declaração do atual presidente da sigla em Brusque, Aldinei de Souza, em um veículo de comunicação de que o PL não teria candidato de Brusque no pleito.
Sobre quem teria articulado para derrubar sua candidatura nos bastidores, ele não quis dar nomes. Frisou, no entanto, que foi convidado por outros partidos para se lançar. Entre eles PSD e Patriota. Este último, a federal, por causa da candidatura do ex-prefeito Jonas Paegle a estadual.
Questionado de se sente traído pelo PL local, Otávio afirmou que não, embora não esconda a decepção.
O ex-comandante da PM disse que não desistirá da carreira na política e afirma que estará na disputa em algum momento.
“Vou participar, sim, dos próximos pleitos”, finalizou.
No começo do ano, Otávio Manoel Ferreira Filho pediu desligamento do comando da Polícia MIlitar e anunciou que entraria na política para disputar as eleições deste ano. Desde então, passou a se movimentar e viajar o estado, além de criar presença nas redes sociais com esse objetivo. No mês de julho anunciou o partido pelo qual buscaria ser indicado candidato, o PL, de Jair Bolsonaro. Esse foi oprincipal motivo da opção pela legenda.
Entretanto, na covenção partidária, seu nome não foi aprovado.


