Os traços definem a estrutura. Logo sairá do papel e ganhará forma. Ali, vai abrigar uma família e também um sonho. Estamos falando do projeto da tão sonhada casa própria, desenvolvido por um arquiteto, profissional em questão no Fique Ligado desta semana. O estudante do quinto período de arquitetura Everton José Allein (24) e o arquiteto João Aomond, formado há 10 anos, vão nos ajudar a descobrir um pouco mais sobre essa área.
Para o estudante, a paixão pela arquitetura surgiu muito cedo. Sempre perto dos tios que trabalham com construção civil, ele garante que, praticamente, nasceu dentro de canteiro de obras. Foi ali que começou a aprender os termos viga, pilar, tijolo, cimento. Além do que, eu sempre gostei muito de desenhar, sempre com papel de lápis desenhando casas. E daí veio meu interesse em fazer arquitetura, conta.
Ir para a faculdade foi uma escolha que enalteceu os gostos de Everton. Só enriqueceu aquilo que eu já gostava na verdade. Sempre gostei, mas não tinha conhecimento técnico. Na faculdade, comecei a conhecer formas, arquitetos consagrados e que já fizeram história. Acarreta conhecimento e bagagem, destaca o estudante.
Everton já trabalha em um escritório de arquitetura de construção e pode aplicar tudo que aprende na faculdade. Para ele, há muito espaço no mercado. Tu anda na cidade e vê bastante prédio e muita construção. A construção civil, no momento, deu um boom. Vejo que tem bastante campo de atuação. Desde gerenciamento, até interiores. A área de atuação do arquiteto é muito grande. Então, ele pode trabalhar com gerenciamento de obra, planejamento, decoração, consultoria, entre outros.
O já arquiteto João, com dez anos de carreira no mercado, concorda com Everton. Há espaço, segundo ele, e muito diferenciado. A arquitetura tem uma grande vantagem de ser multidisciplinar. Pode escolher o que quer fazer, se tornar independente, trabalhar em órgãos públicos, laboratórios técnicos de pesquisa e, inclusive, com vinculo empregatício, explica oprofissional.
João escolheu a profissão de forma aleatória aos 17 anos. Como muitos adolescentes, não estava preparado. Mas afirma que acertou. Escolhi a profissão correta. Gosto, consigo fazer o que eu quero e me tornei independente na área. Eu e minha sócia já atuamos na cidade, estado e até fora de Santa Catarina. É muito interessante, porque a gente aprende novas culturas. O arquiteto tem essa independência de buscar onde ele quer alcançar. Isso torna a arquitetura um desafio gratificante.
Para o estudante Everton, a batalha é pela valorização do conceito arquiteto. Ele explica a complexidade de se tornar um. Hoje em dia, a arquitetura é considerada como desenho. E todo projeto leva em consideração muitos pontos. Precisa conhecer teu cliente, conhecer os gostos deles. O arquiteto trabalha com sonhos e é importante identificar e passar para casa que ele vai projetar tudo aquilo que o cliente gosta. Identificar insolação para projetar uma casa eficiente energeticamente, para que use o mínimo de ar condicionado. Ele se preocupa com muita coisa e trabalha com a qualidade de vida. Ele vai colocar na casa tudo aquilo que precisa para se viver bem, finaliza.



