Vereadores discutem barreiras não retiradas
O assunto de destaque na sessão desta terça-feira (15) na Câmara Municipal de Brusque não poderia ter sido outro, senão relacionado à chuva e os estragos causados por ela no final de semana. O vereador Eduardo Hoffmann (PDT) voltou a abordar a questão das barreiras que, segundo ele, em um grande número de casas permanecem intocadas desde a cheia de 2008.
Segundo Hoffmann, algumas das famílias residentes nessas casas foram novamente afetadas pelo desbarrancamento. Situação que não teria ocorrido, de acordo com o pedetista, se a prefeitura tivesse auxiliado e retirado as barreiras. "Isso é prioridade. O município não tem dinheiro? Empréstimo para usina de asfalto consegue. Empréstimo para determinados outros assuntos que não são relevantes, ainda se consegue. Por que não conseguir empréstimo para tirar as barreiras de uma vez de trás das casas? Já foram mais de 2 anos" discursou ele.
O líder do governo na Câmara, Valmir Ludvig (PT), disse que os problemas causados pela chuva de sábado (12), vão se repetir novamente em um futuro próximo. A solução para se evitar isso, segundo ele, é tomar atitudes mais drásticas. E citou o Ppano diretor como exemplo. "Está na hora de pegarmos o plano diretor e ter coragem de dizer que só dá para construir de tal forma. Acabar com o interesse da empreiteira, do loteador que quer fazer o loteamento e manda a máquina na surdina da noite e derruba tudo..." comentou o petista.
Roberto Pedro Prudêncio Neto (PDT) disse que faltou, por parte da prefeitura, agir de maneira focada para retirar as barreiras onde havia e há a necessidade. "Não entendemos porque até hoje não foi feita uma força tarefa para retirar as barreiras. Demos idéias, propostas, fiz uns dez discursos neste sentido", destacou ele, comparando o que ocorrera em 2008 com sábado passado.
Ademir Braz de Souza (PMDB) lembrou que o problema das cheias não é apenas de Brusque, mas algo vivido por muitos outros lugares País fora. E ,disse ainda que a prefeitura não tem estrutura financeira para resolver o problema sozinha. "O que está acontecendo é um reflexo das administrações que tiveram aí, todas elas, sem citar ninguém, deixando que as encostas e lugares indevidos fossem tomados e habitados".
O demista Jonas Paegle também tocou no assunto das barreiras e da sujeira deixada pela chuva do final de semana. Principalmente na rua Azambuja. Alessandro Simas (PR) disse que antes de se fazer qualquer trabalho de contenção das cheias, é preciso um trabalho intenso na recuperação de bocas-de-lobo para melhore escoar a água.



