Com a aprovação da Proposta de Emenda à Constituição 4.330, que estende a terceirização para atividades-fim em todos os setores da economia, pela Câmara Federal na noite de ontem, quarta-feira (23), sindicatos do país continuam se manifestando sobre o tema. O texto segue, agora, para o Senado e ainda poderá sofrer novas alterações. Em Brusque sindicalistas opinam sobre o assunto.
O presidente do Sindicato dos Servidores Públicos Municipais de Brusque (Sinseb), Orlando Soares Filho, se mostra favorável à aprovação da terceirização, desde que haja a inclusão das emendas propostas pelo deputado federal Paulo Pereira da Silva, o Paulinho da Força, que construiu sua carreira política dentro dos sindicatos, especialmente da Força Sindical, da qual presidiu durante muito tempo. O presidente do Sinseb cita uma das emendas do deputado que propõe a sindicalização dos terceirizados, propiciando, assim, que sindicatos nas mais diferentes áreas possam representá-los nas negociações salariais, o que hoje não acontece.
Já o Fórum de Entidades Sindicais de Trabalhadores de Brusque e região, do qual faz parte o Sinseb, tem um posicionamento diferente sobre a terceirização. Na opinião do coordenador do Fórum, Izaias Otaviano, a aprovação da PEC é um retrocesso e ela trará prejuízos aos direitos trabalhistas conquistados pela Consolidação das Leis Trabalhistas (CLT). Otaviano aponta a precarização da mão de obra e a consequente redução de ganhos salariais como principais pontos da medida.
O sindicalista fala em nome da maioria das entidades que integram o Fórum, doze no total, e enfatiza, ainda, que a terceirização vai permitir a contratação ilimitada de mão de obra terceirizada em todos os setores, fazendo com que, dessa forma, se diminuam os salários pagos, o aumento de jornada de trabalho e o enfraquecimento da atuação sindical.




