A Vigilância Epidemiológica de Brusque confirmou na tarde desta quarta-feira (7) a primeira morte por Influenza A na cidade, no subtipo H3N2. A identidade do homem não foi confirmada pelo órgão, por questões legais. A coordenadora do órgão, Natália Cabral Marchi deu explicações sobre o caso.
Segundo ela, a confirmação por parte do Hospital Azambuja veio no começo da tarde. Porém, os outros dois casos confirmados já tiveram alta hospitalar, enquanto que a vítima fatal teve a piora em seu estado de saúde, que culminou com o óbito enquanto estava internada na UTI.
Sobre a variação dos casos de 2016 de H1N1 para o de 2017 com o H3N2, as vítimas fatais de 2016 eram do H1N1, que é um tipo mais letal da Influenza. E neste ano, os poucos casos registrados em Brusque foram de H3N2, e todos os óbitos em Santa Catarina são dessa mutação viral, que é uma mudança no comportamento do vírus.
Ela acredita que não só o caso de Brusque, mas os outros óbitos confirmados em outras cidades catarinenses possam ser de pessoas que não vacinaram em 2016, pois além do H1N1, o vírus H3N2 também estava na vacina, e com essa mudança no comportamento do vírus, sem a vacinação de 2016 ele pode ser adquirido.
Acompanhamento dos casos confirmados
A pessoa chega com sintomas nas Unidades de Saúde dos bairros, e com a suspeita o médico pode receitar o Tamiflu para tratar. A Vigilância Epidemiológica acompanha os casos após a internação após a notificação por parte do hospital por conta da gravidade dos sintomas.
A coleta acaba confirmando a existência do Influenza ou não. Natália ressaltou a importância da vacinação, principalmente nos grupos de risco, e tranquiliza a comunidade de que a infecção pelo Influenza não significa que a pessoa irá morrer, cada caso depende da evolução do paciente.
A vacinação contra o Influenza foi aberta a todo o público após a campanha nacional de vacinação.



