Mergulhos no rio para pescar'
Uma cena flagrada pelo Jornalismo da Rádio Cidade durante esta chuvosa semana chamou a atenção pela raridade. Um biguá mergulhava insistentemente em busca de alimentos. Para surpresa dos que viram a cena, em determinado momento a ave voltou à tona com um peixe preso ao bico, apesar da turbulência da água. Mostras de que, aos poucos, a vida retorna ao rio Itajaí-mirim.
Mas,infelizmente ainda há muito a preservar. Pessoas e empresas ainda insistem em despejar seus detritos residenciais e industriais em águas correntes, contribuindo para a absurda poluição do rio.
O biguá é uma ave da família dos falacrocoracídeos. Tais aves habitam boa parte da região que vai do México à América do Sul, medindo cerca de 75 cm de comprimento e com coloração negra, saco gular amarelo e tarsos negros. Também são conhecidas pelos nomes de biguá-una, imbiuá, mergulhão, miuá e pata-dágua.
Esse magnífico animal carece da glândula uropigial, que libera substâncias que deixam as penas impermeáveis a água por isso apresenta vantagem em relação aos outros pássaros na hora da caça, já que com a água suas penas se tornam mais pesadas e retém menos ar, fazendo com que ele mergulhe mais rapidamente.
O nome biguá vem do tupi Mbiguá, que foi aportuguesado com o tempo.



