Servidora acusa Prefeitura de não renovar contratos para privilegiar profissionais da fila

Uma servidora da Prefeitura de da área da saúde, admitida em caráter temporário, está acusando a administração de privilegiar profissionais que realizaram o mesmo processo seletivo que ela e que estariam sendo chamados, enquanto seu contrato está sendo rescindido.
De acordo com ela, no momento em que mais a prefeitura necessita de profissionais na área da saúde, os contratos dos profissionais já contratados estão sendo finalizados e novos funcionários estão sendo contratados pelo mesmo processo seletivo.
“O edital deixa bem explícito que o prazo é de um ano, podendo haver prorrogação de mais um ano. Alguns colaboradores fizeram contratos de 90 dias, outros de um ano. O edital vai vencer em junho, mas já estão chamando os próximos da lista, no mesmo edital, que vence na mesma data, estão contratando para um ano. Eles estão dispensando as pessoas que já estavam trabalhando por 90 dias e contratando os próximos para um ano. Por que não prorrogar o contrato de quem já está atuando?”, questiona.
Ela diz que, na sua visão, isso é uma forma de beneficiar quem está na lista de espera. “Estamos em um colapso devido ao covid. Agora é o momento que precisamos de profissionais da saúde, mas estão dispensando. O edital de um ano é para todos, não só para beneficiar alguns”, reclama, cobrando explicações do porquê os contratos não estão sendo renovados.
Murilo José da Conceição, diretor geral de Comunicação da Prefeitura de Brusque, diz que no processo seletivo não há privilégios. Segundo ele, o que vale para que um profissional seja contratado é o mérito do candidato que consegue a vaga por esse meio.
“O contrato de trabalho é de um ano, o edital é claro. Havendo a necessidade do poder público e o interesse do profissional, esse contrato pode ser renovado por até mais um ano e não por exatamente um ano. Nesse caso específico, por mais que fizéssemos uma renovação, teríamos que fazer mais um processo seletivo com um em andamento, o que não é permitido pela lei”, explica.
O funcionário público afirma que a Prefeitura está “desesperada” para encontrar médicos para trabalhar no Centro de Triagem, mas enfrenta dificuldade para isso.
“Já estamos no segundo processo seletivo para médicos, pois no momento o que temos não é suficiente para atender a demanda no município”, revela.


