Osvaldo Quirino: "Em campanha, pessoas vendem a alma"
O neurologista e candidato à prefeitura de Brusque nas últimas eleições, Osvaldo Quirino de Souza, falou segunda-feira (17) ao Jornalismo da Rádio Cidade sobre a experiência de, pela primeira vez, concorrer a um cargo público. O médico se mostrou decepcionado com a forma de se fazer política em Brusque.
Disse ele que "em campanha, pessoas vendem a alma para conseguir um cargo. Ou uma forma de financiamento. O importante (para elas) é estar no poder, pelo poder. Filosoficamente, esta busca me surpreende e me decepciona".
Apesar de considerar a experiência como "válida", Osvaldo revela que "dentro da campanha, a realidade é outra. A política é um pouco diferente do que se esperava". O candidato do PMDB reconheceu que "tinha uma visão utópica" do processo eleitoral.
Para ele, a sociedade queria mudança. "Essa era a palavra de ordem. Queria se promover uma transformação no quadro político da cidade". No entanto, ainda segundo Osvaldo, a mudança não foi do modo que se esperava, pois o grupo que sustentou os vencedores já havia participado de administrações anteriores.
"A participação política é importante. Não a política nos molde de hoje. Não é igualitária. O dinheiro ainda exerce um papel fundamental em uma eleição, o que torna as candidaturas desiguais", opina o médico. Osvaldo não descarta uma nova investida para um cargo eletivo.
Quanto à presença do PMDB no atual governo, Osvaldo acha que o partido não deveria participar. "São plataformas diferentes". Para ele, o PMDB deveria ser oposição. "Não oposição ferrenha", mas ser a favor do que for bom para a cidade.
"... falo sem medo de errar. Eu nunca vou me aliar à pessoas com as quais eu não concordo, com as quais eu não tenho uma boa idéia, só para chegar ao poder", disse Osvaldo, concluindo que "de uma maneira utópica, ainda levará um tempo para que de fato entrem pessoas sérias, honestas, coerentes e transparentes", na política brusquense, de uma forma geral.

