Fechou o tempo na Câmara Municipal
O clima esquentou de vez na sessão da Câmara Municipal de Brusque realizada na tarde desta quinta-feira (3). Tanto é que o bate-boca entre vereadores de oposição e governo se estendeu até o encerramento do expediente. Teve até acusação de manipulação nas inscrições para discursos.
Tudo teve início com discurso do líder do governo, Valmikr Ludvig, que rebateu criticas feitas pelos opositores nas duas sessões anteriores. Afiado, o petista apresentou uma série de imagens da secretaria de Obras na gestão passada, quando Bósio era diretor da pasta. E soltou: "Quando a gente quer criticar os outros, tem que olhar também o passado da gente, vereador. O senhor era diretor de Obras e olha como é que deixou as obras da prefeitura. O senhor mandava mais que o secretário. Então, o senhor tem que baixar um pouco a bola porque de construção o senhor conhece muito pouco", soltou Ludvig na direção de Bósio.
O líder do governo foi interropido por Roberto Pedro Prudêncio Neto (PDT), que disse terem sido feitas pela oposição as denúncias de problemas e irregularidades nas obras do PAC drenagem. "O senhor gosta de falar de passado e passado. Governo passado, governo passado e governo passado. Nós estamos vivendo o presente e é este governo que estamos falando e fiscalizando" retrucou.
Com a palavra de volta, Ludvig mirou na direção de Prudêncio, mencionando que ele estaria fazendo a defesa de alguma empresa. "O senhor deve ter algum conluio com alguma empresa, porque o senhor está falando tanto dessa empresa. O senhor fique quieto agora, vereador, que é minha vez", disse na tribuna.
As imagens mostravam ainda cenas de loteamentos, apontados por Ludvig como sendo de responsabilidade de Jones Bósio, que pedia a liberação mesmo os mesmos sendo irregulares. O discurso seguiu com criticas à atuação de Bósio na SDR.
Mas o clima esquentou de vez quando a sessão já se encaminhava para o final e os vereadores se preparavam para discursar em explicações pessoais. Ludvig acusou Eduardo Hoffmann (PDT) de estar manipulando as inscrições para as explicações pessoais, alterando a ordem das mesmas.
Os dois bateram boca rapidamente. Percebendo o clima tenso, o presidente da casa, Celso Emydio da Silva (DEM), sugeriu que todos cancelassem as explicações. Colocada em votação, a proposta foi aprovada e a reunião foi encerrada


