O diretor do Sindicato dos Trabalhadores em Educação de Santa Catarina de Brusque e região (Sinte), Agenor Leal, participou nesta semana de duas reuniões em Florianópolis para tratar sobre a greve dos professores na rede estadual de ensino, que completa, nesta quinta-feira (16), 24 dias de paralisação. A primeira reunião foi realizada na noite de terça-feira (14), entre membros da diretoria do Sinte e diretores regionais para avaliar detalhes técnicos da proposta sustentada pelo governo do estado e na quarta-feira (15), às 14h, aconteceu a assembleia estadual que contou com a participação de mais de dois mil professores.
Em ampla maioria, na decisão foi aprovado pela continuidade da greve. Agenor Leal explica que o movimento grevista luta também por melhorias na educação em Santa Catarina. Relata ele que a situação de precariedade em algumas escolas de Brusque, está caótica, motivo que levou recentemente a ser encaminhado à Câmara Municipal um documento denunciando a situação de completo abandono na escola Osvaldo Reis.
Além desta situação, o sindicalista também enfatizou a falta de professores, material didático, entre estes, livros aos alunos e o mais agravante, até a falta de papel higiênico vem ocorrendo em algumas escolas. Alunos são orientados para que tragam de suas residências este material, para não se depararem em uma situação constrangedora.
Ainda sobre a reunião em Florianópolis, Leal disse que, após análise da proposta, a reprovação pelo fim da greve pelos integrantes do sindicato foi imediata, pois os mesmos vícios encontrados na MP 198 permanecem, como o congelamento do salário dos professores por um período de seis anos e que não define a forma de incorporação do piso nacional, a descompactação da tabela permanece deficitária, a incorporação da regência segue sendo incorporada aos vencimentos dos professores.
Leal enfatiza que o estado continua sendo incapaz de tratar os professores com dignidade e, ao negar um diálogo com os professores, mostra autoritarismo, desestimulando a carreira do magistério einam Santa Catar. Outro ponto denunciado pelo sindicalista é a continuidade do assédio moral contra muitos profissionais da educação, inclusive com imagens que foram gravadas e que vazaram nas redes sociais em que aparece o secretário de estado da Educação, Eduardo Deschamps, fazendo ameaças aos professores grevistas.
O Sinte tentou agendar reunião com o próprio governador Raimundo Colombo para abrir um diálogo de negociação, porém até o momento a resposta positiva não aconteceu.




