No segundo dia de recolhimento de depoimentos desta semana, a Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) das Oficinas ouviu, nesta quinta-feira (16), mais duas testemunhas: Graziela Pacheco Schovambach, da empresa Auto Elétrica Rodoar 3 Irmãos, e Euzébio de Souza, proprietário da Oficina Mecânica Tucar.
O primeiro a falar foi o proprietário da Tucar, Euzébio, e, segundo ele, em todo o tempo de existência, a empresa não prestou serviços para a Prefeitura de Brusque e nem às empresas investigadas, NIT Clínica Automotiva e MG Auto Peças. No entanto, o relator da CPI, Ivan Martins (PSD), apresentou um orçamento que, supostamente, era feito pela empresa Tucar. Apesar disso, Souza afirmou que não foi elaborado pela empresa dele e que, possivelmente, o documento seria falsificado. Ao final de seu depoimento, ele contou à CPI que já emprestou um ‘modelo de orçamento’ para a empresa NIT, que tem a razão social “Speed”.
A segunda e última testemunha da tarde foi a proprietária da empresa Auto Elétrica 3 Irmãos, Graziela Pacheco Schovambach. Ela também relatou que, as notas apresentadas por Ivan Martins no plenário podem ter sido copiadas de documentos da empresa, já que não foi cedido à Speed nenhum tipo de nota. “Imagino que eles tenham tirado alguma cópia. Quero que termine logo isso, pois a gente sempre trabalhou honestamente. Se precisar, estamos à disposição para depor novamente”, ponderou ela.
A próxima reunião da CPI está marcada para a semana que vem, na quarta-feira (22), com os depoimentos de Samuel Schovambach – proprietário da empresa Auto Elétrica Rodoar 3 Irmãos, às 14h, e Haylton Mendes Souza, proprietário da empresa Oficina Mecânica Tucar, às 15h.



