Uma intensa movimentação e até bate boca na plateia deram o ingrediente da sessão desta terça-feira (14) na Câmara Municipal de Brusque. O anúncio de que vereadores apresentaram projeto de lei para fazer com que a votação para escolha do novo prefeito e vice da cidade seja aberta e não secreta, conforme manda a Lei Orgânica, deu tom a mais no clima.
Enquanto os vereadores discursavam na tribuna, na plateia pessoas empunhavam cartazes em favor do voto aberto. Chamavam atenção para que os vereadores ouvissem o que clama a população quanto ao assunto. Em plenário, vereadores endossavam a reivindicação.
“Desde já e desde antes se colou à disposição e estará votando com o candidato Roberto Prudêncio e o candidato Danilo Rezini”, soltou na tribuna Alessandro Simas (PR).
Já Moacir Giraldi (PT do B) deixou para quase ao final da sessão anunciar que seu partido e, consequentemente, ele votariam em Roberto Prudêncio Neto (PSD). Ainda durante a sessão, o presidente da legenda, Geraldo Duarte, comunicou aos jornalistas que o partido havia batido martelo em torno do apoio e voto na candidatura do prefeito em exercício. “Inclusive já comuniquei ao seu Ingo (Fischer) a posição do partido, já que tínhamos conversado com eles também”.
Ivan Martins (PSD) disse que o grupo a favor do voto aberto tem nove votos e precisa de mais um para aprovar a proposta. “Vamos fazer essa alteração na Lei Orgânica para que a população saiba como votou e de que maneira votou cada vereador”.
Guiulherme Marchewsky (PMDB) destacou a convenção do partido na semana passada, quando decidiu por apoiar a chapa de Roberto Pedro Prudêncio Neto. Frisou que foram duas frentes na convenção, tendo uma com o ex-vereador Ivo Mario Mellato se colocando como candidato a prefeito e outra que venceu, tendo Danilo como vice e seu apoio. Nos bastidores, respondeu que seu voto é fechado em Prudêncio Neto, mas não pode responder pelo voto de Norberto Maestri, o Quito, que assumiu cadeira no lugar de Célio de Souza (Joaquim Costa, o Manico, dono da cadeira, continua na secretaria de Obras e não assumiu a vaga).
“O voto é dele. Ele vota com entender melhor. Se fosse para falar pelo partido, teria que votar no Roberto, mas isso é democracia e respeito o voto dele, seja qual for. Se ele votar na outra chapa e quiser ficar no PMDB, não tem problema. isso é democracia”, pontuou ele.
A vereadora Marli Leandro (PT) Ressaltou resultado da convenção do partido na quinta-feira (9) e disse que a legenda apoiará Ingo Fischer pelo compromisso dele assumido com a continuidade dos projetos do governo Paulo Eccel.
No meio da sessão, no momento em que o vereador José Isaias Vechi (PT) subiu na tribuna para discursar, explodiu um desentendimento entre pessoas na plateia. Situação que fez com que o presidente Jean Pirola (PP) interrompesse a sessão por alguns minutos e fosse na plateia pedir calma aos dois envolvidos na discussão.
A sessão foi retomada, mas os insistentes gritos e vaias seguiram por quase toda a sessão.



