A cheia que se abateu de maneira forte em Brusque nas últimas horas deixou menos estragos do que imaginavam as equipes da Prefeitura. No total, foram registradas 13 quedas de barreiras e problemas pontuais de alagamentos. A atenção, no entanto, segue redobrada para os próximos dias.
Isso porque, segundo o coordenador da defesa Civil local, Edevilson Cugik, o sol que apareceu durante todo o dia de hoje, quinta-feira (1), foi apenas uma trégua. A preocupação com os deslizamentos e desmoronamentos se mantém. “Temos uma previsão de chuva para o final de semana e o solo está encharcado”, pontua ele.
O número de deslizamentos ficou bem distante do que costuma ocorrer neste tipo de situação no município. Pelo menos nos últimos tempos. Por conta disso, a atenção das equipes esteve concentrada no monitoramento do Rio Itajaí Mirim. Algo que permitiu certa precisão nas informações acerca de onde a agua iria chegar.
“O rio subiu muito em Vidal Ramos no início da tarde e isso se refletiu em Brusque durante a madrugada. Fizemos o monitoramento e conseguimos alertar com, pelo menos, dez horas de antecedência. O que foi positivo, pois deu tempo de todo mundo tomar as ações preventivas”, disse ele, afirmando que o nível do rio teve pico máximo de 7 metros e 14 centímetros por volta de 4h da manhã.
Sem nenhum registro de alagamentos de residências e poucas ocorrências de quedas de barreiras ou deslizamentos, o problema mais grave ocorreu com a Ponte Arthur Schlosser. A estrutura teve de ser interditada para passagem de veículos e pedestres devido a problema em uma das bases de sustentação. Ainda não há informação oficial sobre o prazo em que ela estará fechada.
Foto de Gabriel Luiz Schaefer


