A Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) que investiga supostos atos de irregularidades na prestação de serviços entre oficinas mecânicas e a Prefeitura de Brusque ouviu na tarde desta quarta-feira (8) mais duas testemunhas. Jackson Luiz Beuting, coordenador de manutenção da Secretaria de Obras de janeiro de 2013 a abril de 2015, e Gleusa Luci Fischer, ex-secretária da Educação, foram sabatinados pelos membros da CPI.
Beuting foi o primeiro a depor. De imediato respondeu a questionamento do relator, Ivan Martins (PSD), sobre se tinha conhecimento se as peças quando trocadas em veículos da secretaria eram novas. “O que ficava por fora e era visível era possível de ver se tinha sido feito, mas o que era interno não tinha com se saber, se fosse algo mais específico”, pontuou ele.
Uma das situações polêmicas girou em torno da confecção de uma placa para um caminhão em estabelecimento que não tinha contrato com a Prefeitura. Beuting explicou que tudo ocorreu quando um dos veículos foi parado pelas Guarda de Trânsito porque a placa havia caído. O caminhão ficou detido até que se providenciasse outra. Como a Prefeitura não tinha licitação para este tipo de ítem e devido à urgência do serviço, ele mandou confeccionar.
“Eu tinha que resolver o problema. De uma maneira errada, resolvi o problema de veículo público, confeccionando uma placa e colocando lá. Fiz essa negociação para resolver o problema. Paguei o serviço com meu próprio dinheiro. Resolvi um problema de um veículo público, de uma maneira errada, infelizmente”, depôs aos vereadores, afirmando que a placa teve custo de R$ 89.
Já a ex-secretária da Educação, Gleusa Fischer, depôs em seguida. Afirmou que o setor fazia parte da frota, mas não recorda de ter assinado, especificamente, nenhum documento ou autorização de serviço, devido ao grande volume deles diariamente. Gleusa disse que todos os procedimentos na Prefeitura sempre foram tratados com lisura. “Não tenho dúvida nenhuma disso em todo o processo de licitação até a finalização do contrato. Devo ter lido, pois nunca deixei de ler nada que fosse de minha responsabilidade. Só que, na medida que os contratos vão acontecendo, aquilo se torna rotina. Ou seja, vamos fazendo os procedimentos que precisam de forma automática”.
Quando os veículos precisavam de serviços, a secretária recebia a requisição, assinava ordem de compras e o processo seguia normalmente. “Eu confio e confiava nas pessoas que estavam na frente dos serviços e depois encaminhávamos”. Geralmente, afirmou Gleusa, era ela quem assinava todos os documentos e, em sua ausência, no caso de viagem ou férias, a responsabilidade passava às mãos da diretora-geral.
A CPI das Oficinas ouvirá nesta quinta-feira (9) mais três testemunhas:
Às 14h - Kelly Cristina M. Souza Bergler, diretora administrativa da Secretaria de Educação
Às 15h - Roberto Pinheiro e Cristian Pinheiro, proprietários da Auto Mecânica Pinheiro LTDA ME



