A Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) que investiga supostas irregularidades em serviços prestados por oficinas à Prefeitura de Brusque ouviu mais duas testemunhas. A reunião aconteceu na tarde desta quarta-feira (1º), no plenário da Câmara Municipal. Foram ouvidos Rosa Maria Guislandi e Altair Brehn, ambos que trabalharam na coordenação de frota de veículos da secretaria da Saúde.
Rosa foi a primeira a depor. Ela respondeu os principais questionamentos feitos por Ivan Roberto Martins (PSD), novo relator da CPI. Com a ausência de Jean Pirola (PP), que assumiu a presidência da Câmara no lugar de Roberto Pedro Prudêncio Neto (PSD), Martins passa a ser o relator.
Um dos questionamentos foi sobre o destino de peças usadas nos veículos da secretaria que iam para conserto. Ivan quis saber de Rosa tinha acesso às peças trocadas quando da manutenção dos mesmos. Um dos pontos foi a situação de um veículo, que precisou ser consertado e cujo serviço deveria ser realizado por uma oficina, com contrato de prestação, mas o defeito foi encaminhado a outra, a MG. Rosa justificou que tomou a decisão de fazer o encaminhamento devido à urgência do reparo. “Como lá o serviço geralmente demora, por conta de eles terem muito trabalho, tomei a decisão, eu mesma, de mandar fazer na MG”.
Segundo ela, a manutenção dos veículos é algo frequente, devido à demanda de serviços que há no setor de transporte de pacientes. Em torno de 15 agendamentos de deslocamentos de veículos são feitos todo dia. “O que fiz foi pensando na população de emergência. Carro da saúde não pode ficar parado. Estou tranquila e não devo um tostão a ninguém”, disse ela.
Ainda de acordo com Rosa, os veículos que mais recebem reparos são utilizados, em sua maioria, no serviço de TFD (Transporte Fora Domicílio), deslocados a outras cidades. Em casos onde não havia pacientes para serem levados a outros municípios, aí, sim, os carros ficavam ao dispor de serviços dentro da cidade.
O segundo a ser ouvido foi Altair Brehm. Ele também atuou como coordenador de frota da secretaria da Saúde entre os anos de 2009 a 2012. Chegou à função convidado pelo então secretário municipal da pasta, Eduardo Loos. Não possui filiação partidária.
Sobre os questionamentos, afirmou não ter conhecimento sobre contratos entre a Prefeitura e as oficinas, embora conheça os donos de todas elas. Como coordenador, disse que sempre encaminhava os veículos para consertos. “Eu ligava para as oficinas, dizendo que o carro iria lá para se fazer um orçamento. Ele enviavam o orçamento para ser autorizado o serviço”, pontuou Brehm.
Sempre eram feitos três orçamentos para os serviços. Após recebê-los, ele mesmo analisava o menor preço e encaminhava para a secretária ou secretário assinava a ordem que autorizava o conserto.
O vereador Ivan Martins questionou se a escolha era sempre pelo menor preço, o que foi confirmado por Brehm. Outro questionamento foi quanto à fiscalização sobre se os serviços eram executados da maneira correta. Altair disse que o tempo dele era muito pouco para ficar correndo atrás de ver como funcionava, pois além de coordenar a frota, tinha funções junto às unidades de saúde, o que impossibilitava de estar frequentemente junto ás oficinas. “Fui algumas vezes nas oficinas, vi o que tinha que fazer, olhava o que era para fazer e eles faziam”.
A próxima reunião da CPI acontece nesta quinta-feira (2), às 14h. Nela, serão ouvidos Adriano Alves, um dos motoristas da secretaria, e o ex-secretário de obras Gilmar Vilamoski.
Com o vereador Jean Pirola (PP) saindo da CPI por conta de ter assumido a presidência da Casa, a relatoria da comissão passou às mãos de Ivan Roberto Martins. Na vaga de Pirola na CPI entrou o vereador Edson Rubem Muller (PP).




