Bala de borracha pode ter causado a morte de fujão
Na noite de domingo (6), uma perseguição policial terminou na morte de Rudi Puhler (27). De acordo com familiares da vítima, ele estava no bar Papa Léguas, em Guabiruba, quando teria se envolvido em uma confusão. Ao sair do bar pilotando uma moto, Rudi estava sem capacete e fugiu dos policiais que foram ao local.
Nas proximidades da empresa Rieg Pré-moldados, no bairro São Pedro, Rudi teria abandonado a moto e tentado pular um muro. Ele estava sem camisa, sem capacete e sem a Carteira Nacional de Habilitação, quando foi atingido por um tiro de borracha no peito, desferido pelos policiais. Segundo Rafael Saadi, médico legista responsável pela necropsia no corpo de Rudi, a causa da morte foi choque hipovolêmico (perda aguda de sangue), causado pela bala de borracha.
De acordo com o Corpo de Bombeiros de Guabiruba, por volta de meia noite uma guarnição foi acionada pela Central dos Bombeiros informando a necessidade de apoio à guarnição da Polícia Militar de Guabiruba.
A viatura parou onde estavam os policiais militares e Rudi Puhler, que estava deitado de barriga voltada para cima, consciente, desorientado e apresentando ferimento por arma de fogo na região torácica (sobre a região cardíaca). Segundo os bombeiros, "a vitima apresentava dificuldades respiratórias graves (respiração curta e superficial) devido à instabilidade torácica ocasionada pela abertura no tórax pelo projétil, fazendo com que o ar entrasse pelo tórax. O paciente também apresentava suspeita de pneumotórax e o estado era instável".
De acordo com o Major Rubens, da Central de Operações da Polícia Militar (Copom), os policiais foram acionados para resolver o problema causado por Rudi no estabelecimento. Quando os policiais chegaram ao local, ele já estava fugindo, e foi apontado pelos proprietários como causador dos problemas.
"Conforme informações repassadas ao Copom, ele saiu sem capacete e fazendo manobras perigosas e a viatura foi buscar essa pessoa (Rudi) pra tentar fazer essa prisão. Lá na localidade da rua São Pedro, ele caiu da moto e tentou pular um muro e não conseguiu. Quando o policial estava chegando próximo dele, Rudi foi pra cima do policial que efetuou um tiro de calibre 12 com munição de borracha", afirma o Major.
Rudi cumpria pena em regime aberto, só podia sair de casa das 6 horas às 22 horas. Nos feriados e aos fins de semana era proibido de sair de casa. "Ele não podia estar frequentando aquele estabelecimento. Deveria estar dentro da sua residência, o que não foi cumprido por ele e acabou gerando todo esse problema", acrescentou o Major.
Questionado sobre a distância entre o policial e Rudi no momento do disparo, o Major disse que esses dados ainda não foram levantados e fica por conta do inquérito. Depois será encaminhado ao Judiciário e o ministério público, que irão se manifestar a respeito do que será levantado.
Em julgamento do júri popular realizado em maio de 2010, em Brusque, que durou aproximadamente 8 horas, Rudi Puhler foi considerado culpado pelo crime de lesão corporal contra a irmã Mônica e cumpria a pena de um ano de prisão em regime aberto.
O crime aconteceu em 23 de dezembro de 2006 no ‘Bar do Chico, em Guabiruba, onde Rudi e o cunhado, Edson Luis de Amorim, estavam jogando sinuca. Após algumas partidas, o acusado teria convidado Edson para uma última rodada, que foi negada. Depois de uma breve discussão Edson retornou para casa, onde Mônica Puhler, irmã do acusado, estava preparando o jantar.
Ao retornar para casa onde estavam Edson e Mônica, que também lhe pertencia, Rudi foi proibido de entrar devido ao alterado estado alcoólico em que se encontrava. Em seguida, Rudi foi à casa de Manoel Alves e portou-se de uma espingarda, voltou à sua casa e, após uma breve conversa, cometeu o disparo contra a irmã, ferindo Mônica em uma das coxas.



