Pai que matou filho está sendo julgado
O tribunal do júri do Foro da Comarca de Brusque deverá permanecer lotado nesta quinta-feira (30), durante o julgamento do aposentado Arvelino Gucki (71), que na madrugada do dia 16 novembro de 2006 matou o filho Edevino Gucki (25) com um tiro de revólver calibre 32 na altura do abdômen. O fato aconteceu no bairro de Lageado Baixo, em Guabiruba.
Na casa residiam Arvelino, Edevino, a esposa Domenica e a filha do casal, que naquela época tinha dois meses. De acordo com Domenica, que foi a primeira testemunha de acusação a ser ouvida, no dia do crime Edevino chegou em casa embriagado. Ele tomou banho e foi para o quarto do casal. Em seguida se levantou e foi novamente até o banheiro, que ficava no interior da casa.
Segundo o depoimento da esposa, Adevino teria batido uma das portas da casa, motivo pelo qual o pai se levantou e perguntou para Domenica onde estava o filho. Ela informou ao sogro que o marido havia ido ao banheiro. Em seguida o acusado saiu da casa e, após uma discussão entre pai e filho, ela ouviu o disparo.
Durante seu testemunho, Domenica disse que escutou o marido dizendo: "Por que você tem tanto ódio de mim? Por que quer me matar". Em seguida ouviu Edevino dizendo: "Se você quer me matar, atira de novo."
Logo após Edevino teria entrado no quarto atingido pelo tiro. O pai teria passado por cima do corpo do filho dizendo: "Tem que morrer mesmo, essa praga". Domenica informou que buscou ajuda na casa de uma vizinha, de onde ligou para a Polícia Militar e o Corpo de Bombeiros.
O jovem, de 25 anos, que segundo a esposa tinha problemas com álcool e costumava chegar tarde em casa, morreu antes de chegar ao hospital. O fato que chocou a comunidade da região é um dos motivos pelo qual o tribunal ficou lotado, fazendo com que algumas pessoas acompanhassem de pé os trabalhos presididos pelo juiz Edemar Leopoldo Schllösser.
O promotor de Justiça é Murilo Casemiro Mattos e os advogados de defesa são Marcellus Dadan e Adriana Duarte. Os jurados são sete, sendo três homens e quatro mulheres.
Dois jurados não compareceram e nem apresentaram justificativas. Assim, terão que pagar uma multa de R$ 415 cada.


