Medidas estão sendo tomadas para minimizar problema

As reclamações sobre falta de água e até a qualidade com que o líquido chega nas torneiras tem sido constante na cidade de Brusque. Na manhã desta terça-feira (21), o diretor-presidente do Serviço Autônomo Municipal de Água e Esgoto (Samae), Dejair Machado, falou sobre o assunto no programa Rádio Revista Cidade, da Rádio Cidade.
Machado repetiu o que já dissera em outras entrevistas à emissora, de que o órgão está atuando no sentido de reduzir o problema e amenizar a situação dos moradores. Como no caso da região de Dom Joaquim. Naquela área da cidade, há projeto para construção de uma estação de tratamento (ETA). Mas a solução não está tão próxima assim.
“A falta de água na região do Bairro Dom Joaquim não é de agora. Estão sendo tomadas medidas paliativas até a construção da estação de tratamento da Cristalina. Está em fase de projeto e deve iniciar a obra até final do ano”, frisa ele.
Com o projeto pronto e a obra iniciada, serão, pelo menos, mais 18 meses, ou um ano e meio, até tudo estar pronto. Em seguida, será feita a extensão de rede, para que a água chegue a todos os pontos do bairro.
Sobre a falta do líquido em outras áreas de Brusque, Machado voltou a afirmar que o problema, em grande parte, está relacionado à estiagem. Segundo ele, nunca houve um período de falta de chuva tão grande.
“O sistema Samae não se compõe de uma única estação. Tem a central e mais seis isoladas. Essas regiões de tratamento isoladas, algumas foram feitas em governos anteriores. Elas ajudam, mas, consequentemente, o aumento da população e uma estiagem prolongada atrapalham”, pontuou ele.
Ao todo, são 50 reservatórios de diferentes tamanhos e capacidades espalhados na cidade. Porém, isso não tem sido o suficiente e novas medidas vêm sendo adotadas para amenizar o problema do abastecimento. Será instalado um novo reservatório, por exemplo, na região do Bruschal.
“Ficará pronto até final do ano. Atualmente, são apenas 30 mil litros de água. O novo terá capacidade de 500 mil”, destaca Machado.
Sobre a água suja que chega nas torneiras, ele afirma que isso é causado pelo manganês de ferro presente na tubulação. Misturado a outros reagentes, ele acaba formando incrustação (camada que se forma no interior das tubulação), que altera a cor da água.
“A partir do momento que se tem que fazer uma paralização, quando você volta acontece. Isso não faz mal para a saúde”, pontua o diretor-presidente do Samae.



