O Sindicato dos Trabalhadores em Educação de Santa Catarina (Sinte/SC) enviou na segunda-feira (23) ofício à Secretaria de Estado da Educação, notificando sobre a greve dos professores da rede estadual. O início da paralisação dos professores iniciou nesta terça-feira (24). De acordo com a direção do sindicato, a data para o início da greve já estava acordada entre a categoria desde a última assembleia estadual realizada em Florianópolis, no dia 3 de março.
Neste intervalo de 21 dias, foi o prazo que os professores entenderam ser suficiente para que as negociações entre Sinte e Secretaria de Estado da Educação acontecessem, mas, ao contrário do governo do estado abrir um diálogo de negociação, simplesmente se ausentou e não apresentou nenhuma proposta aos professores estaduais.
O Sinte disse estranhar o fato de o governo emitir uma nota afirmando que considera o ofício do Sinte um rompimento unilateral das negociações em um momento de avanços e de diálogo aberto e que não abrirá diálogo com o sindicato com a realização da greve. Além disso, alega o governo que também não modificará o plano de carreira do magistério.
Para o coordenador do Sinte Regional em Brusque, Agenor Leal, as afirmações do estado são meramente hipocrisia, já que, em momento algum, o governo realmente abriu diálogo com a categoria neste espaço de 21 dias. Leal destaca que na regional de Brusque, a categoria também optou pela mobilização e que apesar de um início tímido em termos de paralisação, os professores irão aderir ao movimento grevista.
De acordo com ele, o movimento grevista irá se fortalecer aos poucos na regional de Brusque. Como sindicalista e professor de carreira, Agenor Leal acredita em um movimento grevista forte em Santa Catarina, pois a categoria está extremamente desmotivada por vários fatores. Entre estes, ele destaca dois: os baixos salários e a precariedade das condições de trabalho dos profissionais em educação.
Acompanhe em áudio as declarações do sindicalista Agenor Leal no alto da matéria.



