A justiça da comarca de Brusque condenou nesta sexta-feira (20) os dois acusados de matar o jovem Kleyton Reis em 8 de março de 2013. O rapaz havia desaparecido e seu corpo foi encontrado em um matagal na região do Bairro Nova Brasilia.
O júri popular que sentenciou Carlos Alexandre Barbosa de Lima e Paulo Otavio Pacheco foi realizado durante todo o dia, no Tribunal do Júri. Carlos Alexandre e Pacheco receberam a mesma pena: doze anos de prisão, em regime fechado, com direito de recorrer em liberdade.
SOBRE O CASO
O fato aconteceu no dia 8 de março de 2013, quando a vítima, Kleyton Reis, foi a uma "festa" realizada na casa de Paulo Otávio Pacheco, no Bairro Nova Brasília. No decorrer da festa, já regrada de bebida alcoólica e drogas, Paulo Otávio Pacheco, conduzindo seu veículo, saiu da festa na companhia de Carlos Alexandre Barbosa de Lima, mais um adolescente e a vítima para comprar mais substâncias entorpecentes, retornando após para o bairro.
No decorrer da festa, Carlos Alexandre Barbosa de Lima negociava com a vítima a venda de uma arma de fogo, "possivelmente um revólver calibre .32 ou 38", prestando dessa forma auxílio material para o intento de Pachequinho, posto que já sabia da sua inequívoca vontade de ceifar a vida da vítima. Os denunciados, já mancomunados entre si, pré organizados, estabeleceram um plano, no qual o denunciado ofereceria uma arma de fogo para a vítima comprar e, com a desculpa de testar a arma de fogo, o denunciado, juntamente com o adolescente, convidariam a vítima Kleyton Reis para saírem, levando-o a local ermo no morro da lajota, no Bairro Nova Brasília e, com evidente propósito de matar, " desferiu disparos de arma de fogo contra Kleyton Reis.
Frisa-se que o denunciado, com a ajuda do adolescente e a efetiva participação do denunciado matou a vítima Kleyton Reis por motivo fútil, em razão de ciúmes causados por um antigo relacionamento amoroso que a vítima teve com sua namorada Karen, bem como pelo fato de que a vítima teria "ficado" em uma oportunidade com ela duas semanas antes do homicídio.
Que após a vítima ter ficado com Karen, o denunciado fingiu-se e mostrou-se amigo da Kleyton, convidando-o a frequentar festas e se dispondo-o a levá-lo a comprar drogas e até mesmo a testar a arma de fogo, como se fossem amigos, dissimulando uma falsa amizade com o intento de ceifar a vida da vítima, apenas para facilitar o seu intento final.




