Oeste poderá produzir peças para a BMW

Peças e outros insumos para a indústria automotiva da BMW, que se instalará em Araquari, no Norte do estado, poderão ser produzidos por microempresas do Oeste catarinense. Essa possibilidade foi anunciada nesta terça-feira (23), em Chapecó, pelo secretário do Desenvolvimento Econômico e Sustentável (SDS), Paulo Bornhausen, ao apresentar os resultados do programa Nova Economia@SC na palestra A Nova Economia Catarinense, a BMW e Você. O encontro ocorreu no Centro Empresarial Cesec, com a participação de 200 empresários.
Acompanhado do superintendente do do Serviço de Apoio às Micro e Pequenas Empresas de Santa Catarina (Sebrae/SC), Guilherme Zigelli, e do diretor técnico Anacleto Ortigara, o titular da SDS destacou que a BMW é uma empresa com destaque mundialmente em sustentabilidade e situa-se na fronteira do conhecimento humano.
A BMW investirá R$ 60 milhões na primeira fase, gerará 1,4 mil empregos diretos e 5 mil indiretos, além de transferir tecnologia e qualificar pessoas, afirmou. Segundo ele, o faturamento será de R$ 20 bilhões nos primeiros cinco anos, mas, ao atingir sua plenitude, terá condições de obter R$ 10 bilhões ao ano em receita operacional bruta.
Bornhausen mostrou que, pelo menos 60% dos componentes serão produzidos em solo brasileiro, abrindo-se uma grande oportunidade para as pequenas e médias empresas participarem da cadeia de fornecedores. Os incentivos fiscais que o estado concederá à empresa serão totalmente devolvidos em até oito anos, explicou. O Sebrae/SC, por meio dos projetos do Nova Economia@SC, atuará para qualificar e preparar as pequenas e microempresas para se transformarem em fornecedoras da BMW.
O diretor superintendente do Sebrae/SC, Guilherme Zigelli, assinalou que 99% das 300 mil empresas catarinenses são de pequeno porte, mas, estão sob o comando de empreendedores de vanguarda, estimulados para a vitória e o sucesso.
Para essa clientela estão destinados R$ 74 milhões, alocados pelo governo do estado, com 70% do valor, e pelo Sebrae/SC, com 30%, declarou. Zigelli lembrou ainda que, em apenas dois anos, o Sebrae/SC tirou da informalidade mais de 90 mil microempreendedores individuais (MEIs) de Santa Catarina.
O secretário Paulo Bornhausen apresentou os resultados obtidos com o Nova Economia@SC até março deste ano na região Oeste. Através do projeto desenvolvimento territorial serão investidos, até 2014, R$ 324,7 milhões em 17 municípios caracterizados por baixo desenvolvimento empresarial: Abelardo Luz, Bom Jesus, Coronel Martins, Entre Rios, Faxinal dos Guedes, Galvão, Ipuaçu, Jupiá, Lajeado Grande, Marema, Ouro Verde, Passos Maia, Ponte Serrada, São Domingos, Vargeão, Xanxerê e Xaxim. Nesse contexto, destacaram-se sete projetos setoriais das indústrias de alimentos, confecção, metal mecânica, madeireiro, moveleiro, plástico e borracha e tecnologia da informação.
Um grupo de 351 empresas receberá, até 2014, 16,5 mil horas de consultoria e apoio para participação em feiras, rodadas de negócios e missões técnicas. São atendidas 68 empresas do setor de alimentos que fazem parte do Polo Agroindustrial do Oeste catarinense, 48 de confecções, 70 do setor metal mecânico, 71 do setor madeireiro, 44 do setor moveleiro, 29 empresas do segmento de plástico e borracha, e 21 do setor de tecnologia da informação.
Foram emprestados R$ 3,2 milhões pelo programa Juro Zero, por meio de 1.084 operações de crédito concedidas aos MEIs. Também foram ministrados três cursos em gestão Empretec, com a participação de 59 empresas próximas a Chapecó, Pinhalzinho e Xanxerê.



