Já há muito tem se falado das manifestações, contra o atual governo, marcadas para o próximo domingo (15). Mais de dez cidades de Santa Catarina estão organizando atos semelhantes para o mesmo dia e, somente no Facebook, são 4,9 mil pessoas confirmadas no evento que ocorre, também, em Brusque. No município, o encontro está marcado para acontecer às 10h, em frente à Praça Sesquicentenário.
Entre os mais variados tipos de manifestantes, há aqueles que apoiam o impeachment da presidente Dilma Rousseff, como também uma intervenção militar e outros que apenas querem exercer o papel da democracia e ir às ruas contra a corrupção, que tem se mostrado alarmante no país. Segundo o coordenador do Instituto Nossa Cidade, de Brusque, que está também organizando os protestos em Brusque, Ronald Ivar Kamp, o propósito do movimento é de pedir o “impeachment de Dilma, assim como de todos os outros que estão envolvidos em todos esses escândalos que assolam e assustam cada vez mais os brasileiros”, explica.
A organização, em Brusque, iniciou pelas mídias sociais. A intenção, de acordo com Kamp, é de realizar um manifesto popular, pacífico, seguindo o mesmo exemplo dos protestos de junho de 2013, causados, inicialmente, pelo aumento da passagem do transporte público. “Demonstrar, como já demonstramos há dois anos, que a população não está satisfeita, não concorda com o rumo que está sendo dado para o país”, além de outros temas que impulsionaram os protestos em 2015.
“Nós estamos convidando todas as pessoas, não apenas através das ‘redes sociais’, mas de contatos diretos também. Estamos fazendo uma panfletagem, fizemos uma na semana passada, no centro da cidade, com uma receptividade da população”, prossegue ele, afirmando que isso assustou, já que boa parte se manifestou a favor desse protesto de domingo.
Ao falar com a Rádio Cidade, ele também criticou algumas entidades de classe que não participam, ou não tomam um posicionamento mais claro com relação ao que ocorre no Brasil. “Isso é uma crítica que eu faço abertamente às entidades, onde parecem que muitos têm preocupação de sofrerem retaliações”. Mas também elogiou aos que já se mostraram positivos com o manifesto.
Kamp se mostra confiante para o número de pessoas em frente à Prefeitura de Brusque no próximo domingo, mesmo que muitos já tenham confirmados. “Mas eu estou com bastante esperança de que as pessoas apareçam, demonstrem com faixas, cartazes, camisetas verde e amarela, de alguma forma expressando a opinião do que estamos vivendo”.
A partir desta quarta-feira (11), até o sábado (14), acontecerão algumas vigílias, a partir das 20h. Segundo Ronald, essa também é uma iniciativa para mostrar que há pessoas descontentes com a situação do país. Para ele, o que virá depois de domingo ainda é uma interrogação. E, por fim, ele diz que não serão aceitas máscaras e nem qualquer tipo de desordem e nem manifestação de cunho político, já que o movimento é intitulado como apartidário.
Também ocorreu uma reunião com o comandante do 18º Batalhão de Polícia Militar, tenente-coronel Moacir Gomes Ribeiro, na última semana, para definir alguns pontos das manifestações que ocorrem a partir de hoje. Segundo o que a PM divulgou:
“A Polícia Militar de Santa Catarina (PMSC), representada pelo 18º BPM, acompanhará todo o desenrolar dos protestos, garantindo a preservação da ordem pública e a incolumidade das pessoas e do patrimônio, missão que lhe foi destinada pela Constituição Federal de 1988, e enviará todos os esforços para que a população de Brusque participante, ou não, das manifestações seja resguardada.”.




