(VÍDEO) Organizadores de castração acusam Prefeitura de ceder a pressões contra a ação

Impasse em um evento de castração animal programado para acontecer no estacionamento interno do Pavilhão Maria Celina Vidotto Imhof, o Pavilhão da Fenarreco, neste domingo (31) e na segunda-feira (01). Realizada por uma equipe veterinária de Florianópolis, a Castração Social, como é chamada, iria fazer em dois dias as cirurgias a um preço reduzido em comparação com o que é praticado nas clinicas. Mas os organizadores foram informados de que não poderiam mais executar a segunda etapa, mesmo esta já tendo sido autorizada pela Prefeitura.
“Tínhamos marcado uma para hoje (domingo) e outra para amanhã, segunda-feira. Mas, infelizmente, a de amanhã foi cancelado. O que nos disseram é que foi por causa de uma pressão dos profissionais locais, a classe veterinária”, disse a médica veterinária Cátia Chubaci, responsável pelo grupo.
Segundo ela, esta é quarta vez que o Castrabus, um ônibus que funciona como uma clínica itinerante e circula pelo estado, se desloca a Brusque para realizar a castração a preço reduzido. Somente nestes dois dias, havia 210 cirurgias de cães e gatos agendadas na cidade.
Apesar de ser denominada de Castração Social, a ação tem custo. Ela consiste em realizar os procedimentos a um valor menor do que o cobrado pelas clínicas veterinárias. O preço de cada procedimento fica em torno de R$ 130, enquanto que nos estabelecimentos da região variam entre R$ 250 a R$ 400, afirma Vera Lucia Fuckner, que atua como voluntária de uma ONG de proteção animal em Guabiruba, a PATA, e levou alguns para serem castrados neste domingo.
“Tenho um monte de cachorro lá em casa e quando aparece alguém para doar eles não querem se não for castrado. E aí vejo a necessidade que tem a nossa comunidade de ter um preço mais em conta para podermos castrar e não ter tanto abandono”, pontua ela.
Gisele da Silva é moradora do Bairro Cedrinho, em Brusque. Ela e o esposo estiveram no pavilhão neste domingo e levaram dois gatos para serem castrados. Foi a primeira vez que realizou o procedimento.
“Lá na rua soltam muitos animais. Soltam gatos e cachorros. E aí ganhamos esses dois gatinhos. Na realidade, ganhamos quatro. Achei melhor trazer para castrar para que eles não procriem”, frisou ela.
A veterinária Cátia Chubaci, responsável pelo Castrabus, espera que o impasse com a Prefeitura seja resolvido e a que segunda etapa programada realizada.
“Pedimos encarecidamente ao prefeito e aos secretários que escutem as protetoras e saibam da importância desse trabalho aqui”, pontua ela.
A Rádio Cidade procurou o diretor de Turismo da Prefeitura, Ivan Jasper, que, segundo o grupo, autorizou a realização da ação. Ele disse que houve algum desencontro de informação, pois o que a Prefeitura definiu é de que irá avaliar o resultado da ação de castração para autorizar uma nova etapa.
"Caso tenha sido positivo. Isso só vamos saber uma semana ou duas depois. Até pelas operações que foram feitas. Elas me disseram que fizeram uma lista de espera para fazer a castração. Haviam me solicitado se pódiam r4ealizar amanhã (segunda-feira), mas dissemos não. Justamente em virtude deste primeiro momento, de entendermos como é. Se isso for positivo, porque não nas próximas vezes", frisou Jasper, refutando as colocações de que teria havido pressão para que a ação não fosse realizada.



